Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de abril de 2016

OS DESAVERGONHADOS




O errado e o malfeito, a incompetência e o desleixo, a estupidez e a má fé, são próprios da condição humana. A diferença está entre os que se envergonham e os desavergonhados. No Japão civilizado, a vergonha é o pior castigo para uma pessoa e sua família, mais temida do que as penas da lei.

 Homens públicos se suicidam por pura vergonha. Embora seja só meio caminho para não errar de novo, o sentimento de vergonha ajuda a civilizar. Já os que não se envergonham, nem por si nem pelos outros, são determinantes para que suas sociedades sejam as que mais sofrem com a corrupção, a criminalidade e a violência, independente de sua potência econômica ou regime político. Em brilhante estréia no Blog do Noblat, o professor Elton Simões analisou pesquisas internacionais sobre as relações entre o sentimento de vergonha social e familiar e a criminalidade. 

Nas sociedades em que a violência e o crime são vistas como ofensas à comunidade, e não ao Estado, em que a noção de ética antecede a de direito, em que o importante é fazer o certo e não meramente o legal, há menos crime, violência e corrupção, e todo mundo vive melhor – por supuesto, o objetivo de qualquer governo. Nas sociedades evoluídas e pacificas, como o Japão, a principal função da Justiça é restaurar os danos e relações entre as pessoas, e não punir ofensas ao Estado e fabricar presos. “ Existe algo fundamentalmente errado em uma sociedade quando as noções de legalidade ou ilegalidade substituem as de certo ou errado. 

Quando o sistema jurídico fica mais importante do que a ética. Nesta hora, perdemos a vergonha “, diz o professor Simões. Como os políticos que, antes de jurarem inocência, bradam que não há provas contra eles. Ou que seu crime foi antes do mandato. 

Não por acaso, no Brasil, onde a falta de vergonha contamina os poderes e a administração pública - apesar de todo nosso progresso econômico e avanços sociais - a criminalidade, a violência e a corrupção crescem e ameaçam a sociedade democrática. Não há dinheiro, tecnologia leis ou armas que vençam a sem-vergonhice. Só o tempo, a educação e lideres com vergonha.

NELSON MOTTA 

sexta-feira, 1 de abril de 2016

CENSURA À VISTA: A DITADURA RENASCE NO BRASIL!!!




PANÓPTICO


Censura a vista: Lei autoritária exigirá registro de blogs e permitirá acusação criminal por comentários




Pressão no Brasil através de blogs, umas das poucas fontes de informação ainda não controladas.




Se você mantém um blog ou se simplesmente se importa com a sua liberdade de expressão e com a defesa e garantia de liberdades individuais e coletivas informe-se e faça algo a respeito antes que todos tenhamos que testemunhar o nascimento de uma nova e poderosa CENSURA.

A proposta de número 7.131 de autoria do deputado federal Gerson Peres (PP-PA), foi apresentada no dia 14 de abril e pretende instaurar mecanismos de censura sob o pretexto de regulamentação.

Este ofensivo projeto de lei, que não só inclui blogs, mas também fóruns e mecanismos similares de publicação na internet (termos muito convenientemente vagos), inclui basicamente três pontos principais:

Comentários de blogs (e semelhantes) terão que ser previamente moderados.
Crimes contra honra - calúnia, injúria e difamação - advindos dos comentários de blogs serão de responsabilidade de seus editores, proprietários ou autores. Ações civis poderão ser impetradas contra o dono do blog.
Todos os blogs (e semelhantes) terão que ser registrados no registro.br. Este registro inclui informações tais como: Nome Completo, Endereço completo, Bairro, Cidade, Estado, CEP, Telefone (fixo, celular ou os dois), CPF e RG.

Caso o blog ou similar não estiver em conformidade com estas regras terá que pagar uma multa de R$2.000 até R$10.000 reais!!! Por exemplo, o meu blog seria multado, porque meu registro não é no registro.br, e provavelmente nunca será!






O pretexto utilizado é que os blogs e afins, por mais que tenha aumentado as possibilidades de manifestação do pensamento e liberdade de expressão, não são passíveis de responsabilização civil e penal no caso de ocorrência de crimes contra a honra.

O que vemos aqui é um dupla armadilha. A primeira será de manter a identificação e o registro de cada um de nós blogueiros. Não haverá mais anonimato, todos os blogueiros serão conhecidos, pelo menos para o governo. A segunda é que, quando bem entenderem, poderão cancelar o registro no registro.br. Alguém ousou criticar a nova campanha de vacinação do governo? Simples, cancele seu registro, afinal, onde já se ouviu tamanha calúnia! ;)

Em relação ao comentários anônimos, caso você não tiver habilitado moderação ou não tiver muito cuidado para não deixar passar um comentário calunioso, pessoas mal intencionadas (ou até mesmo empresas ou departamentos do governo que se sintam expostos pelo blog ou fórum) poderão simplesmente escrever algo que possa ser visto como calúnia para que o responsável seja processado de forma civil e penal.

Apesar do foco da lei ser nos comentários anônimos, no meu ver o real objetivo é identificar e registrar todos os blogueiros, além de criar burocracia e esta ameaça constante que com certeza fará com que menos pessoas se aventurem a abrir um blog.

No caso dos fóruns, esta lei irá torná-los totalmente ineficaz. Ou você terá que achar uma forma de identificar os usuários do fórum ou terá que moderar todas as mensagens. Quem irá usar um fórum assim?

Uma outra implicação serão nos blogs corporativos de jornais, ou até matérias de jornais que permitam comentários. Os veículos de mídia terão que se certificar da identidade dos autor dos comentários ou arcar com a responsabilidade por processos. O resultado será que lamentavelmente irão remover quaisquer oportunidades de interação com os usuários. A internet simplesmente virará o que vemos hoje na TV, um total controle da mídia corporativa.

Não apenas seremos todos nós blogueiros identificados, dando oportunidade para retaliações e coações por parte do governo quando postarmos verdades inconvenientes, mas teremos nosso blog rapidamente retirado do ar quando bem entenderem.

De acordo com o site Terra, o projeto de lei (PL-7131/2010) tramita na Câmara em regime de urgência, e aguarda apreciação em plenário, ainda sem data definida.

Leis similares estão sendo criadas nos Estados Unidos, e não me surpreende que o Brasil está querendo ficar a frente em matéria de controle totalitário.

Por favor, passe esta mensagem adiante, ou leia esta lei e dê sua opinião.

Por gentileza repasse este texto, mobilize suas redes e vamos barrar este texto absurdo. A omissão pode trazer sérias consequências.

Clique aqui para mandar sua reclamação para o nosso nobre deputado. Seja educado mas faça valer sua opinião.

FONTES: 

Íntegra da proposta
Página de Gerson Peres na Camara
Ferramentas Blog: Projeto de lei quer responsabilizar donos de blogs por comentários "anônimos"
UOL: Projeto de lei quer regularizar os blogs brasileiros
Terra: Projeto de lei: anonimato na web pode penalizar blogueiros

quarta-feira, 22 de abril de 2015

MÃOS DADAS




Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro. 
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. 
Entre eles, considero a enorme realidade. 
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. 

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida, 
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. 
O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens presentes, 
a vida presente.

Neste poema o poeta reafirma a sua consciência da existência de outros homens, seus companheiros. Com eles é que se sente de mãos dadas, e renunciou aos seus temas pessoais: uma mulher, uma história, a paisagem vista da janela. Não mais se refugiará na solidão porque o que lhe interessa é o tempo presente em que se acha inserido, e os homens que o cercam.

O poema "Mãos dadas" anuncia a utópica e festiva solidariedade humana. Como um ativista dos direitos humanos Drummond muitas vezes nega a influência do mundo moderno em sua obra, é o fugir do individual e o olhar para o coletivo e a solidariedade.

Como vimos, em "Mãos Dadas", Drummond diz: "Não serei o poeta de um mundo caduco / também não contarei o mundo futuro.". Isto é, o poeta não é arcaísta nem invencionista. E prossegue: "Não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem da janela / Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicidas." O poeta afirma que não há espaço para o lirismo contemplativo, o escapismo romântico ou o pessimismo decadentista em sua poesia.

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 12 de abril de 2015

PICA-FLOR





                                                                                                            Rembrandt



Se Pica-Flor me chamais,
Pica-Flor aceito ser,
Mas resta agora saber,
Se no nome que me dais,
Meteia a flor que guardais
No passarinho melhor!
Se me dais este favor,
Sendo só de mim o Pica,
E o mais vosso, claro fica,
Que fico então Pica-Flor.
(Gregório de Matos)


A uma freira que satirizando a delgada
fisionomia do poeta lhe chamou "Pica-Flor".

sábado, 8 de novembro de 2014

Ideologias partidárias, elas existem?!


Ao observar pessoas aderindo às legendas partidárias como um mecanismo de uma utópica vertente da mudança organizacional e estrutural de um país, tendo a refletir para a nocividade deste desproposito filosófico, pois que independentemente do partido político – PT, PSDB, PMDB, DEM e etc...Ambos são coesos à manutenção do universo sócio-político medíocre e usurpador do idealismo da república com a inversão dos ditos constantes à “Ordem e Progresso”, então, acredito que o PT (tomado por exemplo) - apesar de pregar populismo ocioso, é igualmente pífio como PSDB (privatizador e elitista) e qualquer outro partido político. Afinal, independentemente da "ideologia partidária" ou, sobretudo, do caráter do político, todos quando eleitos, por deverem favores aos financiadores de campanhas políticas, sucumbem à submissão de vontades alheias ao progresso social, econômico e educacional no país...Aliás, adentrando nas vísceras do sistema político mundial, percebemos que os políticos são marionetes nas mãos do poder exercido pelo capitalismo...Ou seja, somos "governados" para cumprir metas designadas por multinacionais, banqueiros e para auto-afirmar o poderio imperialista americano - sob a influência Britânica.

Particularmente, somos uma COLÔNIA da família de banqueiros Rothschild, desde 1824, quando fizemos um empréstimo denominado "empréstimo da Independência", destinado a cobrir dívidas do período colonial e que na prática significava um pagamento a Portugal pelo reconhecimento da nossa independência - ou alguém acredita naquela história de Independência ou Morte, contada nos livros escolares?!...Por isso, hoje, pagamos a maior carga tributária do mundo, para quitar dívidas e juros exorbitantes à esta dita família acima (talvez vc nunca se tenha perguntado o porquê de pagar-se tantos tributos neste país, não é verdade?!)...O Brasil, nunca foi dos brasileiros e sim uma colônia particular da casa Rothschild. Nada é feito neste país sem o consentimento deles. Então, qual o sentido de exercer uma escolha através da “pseudo” concepção democrática de votar?! Apenas para intencionalmente, induzir as pessoas a crendice de que escolhem seus governantes quando vos designam: “Todo poder emana do povo”, quando jamais o fizeram em qualquer época da República! E não esqueça-se: A imprensa e todos os veículos de comunicação perfazem o vasto aglomerado de "riquezas" pertencentes a esta aludida família elitista do mundo!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

IGUALDADE


por: Jaqueline Ramiro

"O fim da escravidão somente será real quando estivermos livres de todos e qualquer enfadonho resquício"

Na América Latina dos tempos coloniais o uso da mão de obra negra foi utilizado em larga escala e bem mais que a nativa indígena ou qualquer outra.
Em um tempo em que a mentalidade Euro-ocidental assinalava o trabalho físico, laboral como indigno, humilhante, o negro era usado em todo tipo de serviço desde o doméstico ao da lavoura.

Sendo esse como “um animal e uma máquina”, segundo expressão de Gilberto Freyre.

Há exemplo os ESCRAVOS CAIOS no Brasil; Esses ficavam responsáveis por recolher os excrementos da casa de seus senhores e todo resto que era jogado através das janelas diretamente dos penicos para as ruas. Os negros recolhiam os dejetos, depositavam em barris, que eram carregados por eles até o porto, cachoeira ou rio para serem despachados.
A medida que caminhavam carregando os pesados barris parte dos excrementos acabava caindo sobre os seus corpos e ao secar deixam manchas brancas. Daí serem chamados negros caios ou escravos caios.

O negro não pertencia à sociedade, pois não era considerado nem mesmo como ser humano. A igreja romana os qualificava como seres sem alma.
Não possuía qualquer direito legal ainda que sobre a própria vida.
Concebia-se sua existência apenas como mercadoria, peça passível de compra, venda ou qualquer outra transação comercial.

Mesmo com a independência das antigas colônias da América Latina e o fim da escravidão o negro continuou sendo desprezado e ridicularizado. Carregando consigo ao longo dos anos que se passam o estigma do preconceito e descaso.

Por volta de 1954 quando a primeira rede de televisão da América Latina foi ao ar, para representar personagens negros, lembrando que invariavelmente esses personagens assumiam caráter caricato, preferencialmente um artista branco tinha de se pintar de preto e o mesmo ocorria no teatro desse período. 
Os responsáveis pela produção dos programas de televisão ou peças alegam que não havia artistas negros capacitados pra o ofício. Mas é possível chegar facilmente a outra conclusão se admitirmos a existência do preconceito racial.

Lembrando que o televisor era um aparelho de comunicação extremamente caro, que ficava estalado nas salas das mais tradicionais famílias brasileiras, cujo capital na maioria das vezes teve origem nos tempos da escravidão.

A ciência moderna fez cair por terra a maioria das teorias racistas. Levis Stauss transmite por meio de seus estudos o seguinte:
as culturas podem ser diferentes, mais tratando-se de raças existe apenas uma: a raça humana.No entanto o preconceito e discriminação ao negro, postulando-o como inferior, incapaz, continuam ocorrendo até entre os próprios negros.
Por mais que se tente negar a experiência do dia a dia nos prova que se tratando dos negros brasileiros ainda estamos muito distantes da idealizada “igualdade social”, "

Brasil Memória das artes




Projeto da Fundação Nacional das Artes democratiza acesso a fotos, arquivos sonoros, textos e documentos que fazem parte de uma vasta coleção da memória cultura brasileira.



O Brasil é um país que cuida bem de sua memória? No que depender da Fundação Nacional de Artes (Funarte), a resposta é sim. Desde o início dos anos 2000,a instituição vem se esforçando para adaptar o seu acervo e, assim, alcançar um número cada vez maior de brasileiros. Um dos produtos desta política de memória da Funarte é a execução do Projeto Brasil Memória das Artes, cujo principal objetivo é garantir a salvaguarda dos acervos da instituição e a sua disponibilização ao público. A impressão é uma só: a memória cultural está em boas mãos.

O Projeto deu seus primeiros passos ainda em 2006, quando foram digitalizados e disponibilizados ao público os primeiros registros no chamado Canal Virtual. Mas na época, o acervo virtual incluía apenas informações sonoras e fotográficas. Três anos depois, em 2009, com o aporte da Petrobras e a chegada de outros patrocinadores, como o Itaú Cultural e a CSN - o projeto foi aperfeiçoado através do lançamento do "Portal das Artes, viabilizado pelo mesmo projeto Brasil Memória das Artes. Segundo o site do projeto, o portal "objetiva melhorar a comunicação da Funarte com seu público, tornar a memória cultural brasileira acessível e prestar melhor serviço ao usuário-cidadão."

"A área Brasil Memória das Artes surge já sabendo que só tende a crescer, à medida que mais e mais conteúdos forem digitalizados pela Funarte e disponibilizados ao público. E a ambição deste espaço não é apenas deixar acessível todo o acervo digitalizado, mas articulá-lo, contextualizá-lo, fazer o passado conversar com o presente, rastrear o que se produziu antes e trazer à tona com o olhar de agora, transformando esse diálogo num exercício constante que nos fará a todos mais conscientes de nossa própria memória cultural." - afirma Tadeu Di Pietro, Diretor do Centro de Programas Integrados (Cepin) da Funarte.

Atualmente, o projeto Brasil Memória das Artes reúne os seguintes acervos:

1.Atores do Brasil, com biografias de atores brasileiros construídas pela Funarte desde a criação do Canal Virtual, em 2006;

2.Augusto Boal, dedicado a criações do escritor e dramaturgo, morto em 2009, que teve o último livro, A Estética do Oprimido, lançado pela Funarte;

3.Família Vianna, com textos sobre Oduvaldo Vianna, pai, a mulher dele, Deocélia, e o filho do casal, Vianninha, artistas, que mudaram, cada um a sua maneira e em seu tempo, a história das artes no Brasil;

4.Foto Carlos, com uma seleção de imagens digitalizadas pelo Cedoc do acervo da coleção do fotógrafo Carlos Moskovics, que fez de seu estúdio de fotografia, batizado de Foto Carlos, o principal guardião da memória teatral do país entre 1940 e 1980;

5.Nelson Rodrigues, lembrando os 30 anos de morte do dramaturgo, completados em 2010, com uma coleção de informações guardadas no Cedoc sobre a obra do dramaturgo;

6.Projeto Pixinguinha, com músicas, vídeos, galerias de fotos e textos sobre um dos projetos mais marcantes da Funarte, desde sua criação, em 1977;


7.Série Depoimentos, reunindo entrevistas com nomes importantes da cultura brasileira, realizadas pelo antigo Serviço Nacional de Teatro e digitalizados pela Funarte;


8.Cenário e Figurino, com aquarelas e pinturas criadas por importantes cenógrafos brasileiros e guardados na Funarte;


9.Sala Funarte, com áudios, textos, cartazes e fotos sobre a Sala que desde 1978 é palco de várias manifestações artísticas;


10.Acervo Walter Pinto, com documentos e fotos do produtor e autor dos maiores espetáculos do Teatro de Revista brasileiro.


Dentro de cada acervo, o projeto também disponibiliza conteúdos variados, que vão desde audição comentada de shows como também entrevistas com atuais com artistas, pensadores e pesquisadores.



Além disso, escute pdcasts sobre questões contemporâneas. Para quem gosta de artes, sobretudo o teatro, o site é imperdível. E é preciso ficar sempre de olho nesta dica. Segundo o site da instituição estão à caminho acervos do INFoto, Carlos Labanca, Discos Funarte e muitos outros.


Confiram em:http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/

Foto: Yoná Magalhães como Alaíde em montagem de 1065 Vestido de Noiva. Foto Carlos CEDOC/Funart

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

ESCRAVIDÃO NO BRASIL




Sem dúvida, um dos mais tristes momentos da nossa história. Foram os escravos que produziram todas ou quase todas as riquezas da América. No início, os portugueses, escravizaram os índios, porém com o passar do tempo, foram substituídos pelos africanos. Alguns estudiosos acham que esta substituição se deu pelo fato dos africanos se adaptarem melhor ao tipo de trabalho realizado na colônia. É importante ressaltar que o vergonhoso comércio de escravos representou uma excelente alternativa econômica para a Europa e trouxe muitos lucros para os europeus. A escravidão do negro era mais rentável do que a do índio, por isso, valia a pena o alto custo do investimento.


A presença negra na América começou por volta de 1550. O escravo africano era considerado por muitos como simples mercadoria e a escravidão chegou a ser indispensável para o progresso e prosperidade do país. Quando chegavam aqui, eram exibidos para que os compradores pudessem analisá-los. Evitavam comprar escravos da mesma família ou da mesma tribo (pois não queriam rebeliões).


Os escravos viviam em senzalas, onde ficavam presos quando não estavam trabalhando, e eram responsáveis por todo trabalho braçal realizado nas fazendas. Trabalhavam de sol a sol e não tinham quase tempo para descansar. A vida útil do escravo adulto não passava de 10 anos (por causa da dureza dos trabalhos e precariedade da alimentação) e seus filhos eram seus substitutos. Qualquer deslize era motivo para as mais horríveis punições. Para fugir de todos estes sofrimentos, alguns escravos se suicidavam; outros, matavam seus feitores e ainda os que fugiam para os quilombos.


Nos quilombos (geralmente localizados em lugares de difícil acesso), os escravos viviam em liberdade, produziam seus alimentos, fabricavam roupas, móveis e instrumentos de trabalho, cultivavam também as crenças, as tradições e os costumes africanos. O adultério, o roubo e o homicídio eram punidos com a pena de morte. Alguns escravos que não conseguiam chegar até o quilombo, eram capturados no meio do caminho pelos capitães-do-mato que eram remunerados pelo seu trabalho.


Os quilombos estavam espalhados em todo o território colonial, porém, a falta de registros impede que estudiosos descubram mais detalhes sobre eles. Mesmo assim, ainda encontramos comunidades remanescentes de antigos quilombos no interior do Brasil. O mais famoso de todos os quilombos, chamava-se Palmares e ficava em Alagoas. Esse quilombo possuía aproximadamente 20 ou 30 mil habitantes. Dentre os seus líderes destacava-se Zumbi. Durante o século XVII, vários governos (portugueses e holandeses) quiseram destruí-lo. Foram várias tentativas em 80 anos de conflito, mas Palmares resistia bravamente e chegou a derrotar cerca de 30 expedições enviadas. Foi somente em 1695 que Palmares foi destruído por completo, com a colaboração do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho que para cumprir a missão se armou com homens preparados e um vasto material bélico. Zumbi foi capturado um ano depois da destruição de Palmares e foi executado. Só a partir da Independência (1822) que as pessoas começaram a ter uma consciência antiescravista. Baseado nos ideais iluministas (o pensamento iluminista considerava o homem como a obra mais importante de Deus), muitos achavam que em uma sociedade livre, não havia espaço para a escravidão. Na mesma época (séc. XIX), cresciam as pressões internacionais pelo fim do tráfico negreiro.


Em 1821, a Assembléia Geral aprovou uma lei pela qual os africanos que entrassem no país a partir daquela data seriam livres, mas isso ficou só no papel. A Inglaterra aboliu a escravatura em 1833 (embora tenha sido o maior país traficante de escravos até o final do século XVIII) e passou a ser uma grande defensora da abolição. Após a Revolução Industrial, a busca por mercados consumidores mais amplos começou a se intensificar. Era preciso buscar trabalhadores assalariados e como os escravos não recebiam por seus trabalhos e não podiam comprar, a Inglaterra começou a fazer pressão para o fim da escravidão. O Brasil era, naquela época, o maior comprador de escravos, logo esta pressão caiu sobre o nosso país. Em 1845, foi aprovado o Bill Aberdeen – uma Lei que autorizava a esquadra britânica a prender os navios negreiros e a julgar seus tripulantes. O Brasil protestou, porém, em 1850 (cedendo às pressões inglesas), a Assembléia Geral aprovou a Lei Eusébio de Queirós, que extinguiria o tráfico negreiro.


A partir de 1860, os manifestos contra a escravidão ficavam cada vez mais intensos, graças à imprensa e a várias campanhas antiescravistas. Muitos se declararam abolicionistas, como por exemplo, o poeta Castro Alves (Terceira Geração Romântica – Poesia Social), chamado “Poeta dos Escravos”. Ele escreveu as seguintes obras: “Navio Negreiro” e “Vozes d’Africa” e “Os Escravos”. Em 1865, com a abolição da escravatura nos EUA só restavam dois países com o regime de escravidão: Brasil e Cuba. A situação se agravou e em 1871 foi assinada a Lei do Ventre Livre declarando que todos os filhos de escravos nascidos a partir daquela data estariam livres.


Em 1885, a Lei dos Sexágenarios declarava libertos todos os escravos acima de 60 anos. Essa Lei foi encarada pelos abolicionistas como uma “brincadeira de mau gosto”, pois a vida útil de um escravo adulto não passava de 10 anos. No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Izabel assinou a Lei Áurea que declarava extinta a escravidão no Brasil. Vários fatores causaram a assinatura desta Lei, dentre eles a rebeldia dos escravos e as campanhas abolicionistas.


Embora não existisse mais escravidão no Brasil, os escravos, agora livres, tinham um grande problema pela frente: foram postos em liberdade sem nenhuma garantia de emprego ou qualquer coisa que garantisse a sua sobrevivência. Tinham ainda que se preocupar com um fator que até hoje os persegue: o preconceito. Apesar de todos os sofrimentos, é inegável que o negro contribuiu muito para a nossa cultura, além da diversidade étnica, a cada dia que passa comprovamos a presença negra em vários setores: na culinária (feijoada, vatapá, acarajé), na religião (umbanda e candomblé), na música, no vestuário, etc.


Texto: Paulo Conceição
(Licenciando em História) UNIBAN



UM APELO Á ÉTICA



Sinto vergonha de mim!
Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte deste povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-Mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o 'eu' feliz a qualquer custo,
buscando a tal 'felicidade'
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos 'floreios' para justificar
actos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre 'contestar',
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir o meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar o meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo deste mundo!
(Cleide Canton)

'De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto'.
(Rui Barbosa)

<iframe width="420" height="315" src="//www.youtube.com/embed/Lo1gPVsKp5E" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>

Cachaça e caipirinha!


Já ouviu falar como surgiu a caipirinha?
Dizem que, antigamente, as moças e rapazes mais novos não conseguiam tomar a bebida, que era misturada com limão, por ser muito forte.
Passaram então a adicionar açúcar.
Com isso, os homens mais “machões” falavam que esses rapazes tomavam a bebida das “caipirinhas”.
E assim surgiu a Caipirinha, que hoje é uns dos drinks mais conhecido e solicitados no mundo.

História da cachaça!
Antes do surgimento da cachaça (e mesmo antes do descobrimento do Brasil), a bebida mais consumida por aqui era o cauim, que era produzido a partir da mandioca.

Acredita-se que a palavra cachaça tenha vindo do espanhol cachaza, nome dado ao vinho de borra.

Acredita-se que a cana-de-açúcar, uma planta da família das gramíneas, tenha surgido no Sudeste Asiático e de lá, levada para a Índia e Pérsia. Mais tarde, durante a conquista da Pérsia, os árabes conheceram o produto e o espalharam por seu império.

E como ela chegou ao Brasil? Através dos conquistadores portugueses que, por sua vez, conheceram a cana graças a uma mãozinha dos cruzados, que a levaram para a Europa. Vindas da Ilha da Madeira, as primeiras mudas foram introduzidas no país em 1502.

Existem inúmeras variedades de cana-de-açúcar, entre as quais a crioula ou mirim, a caiana ou bourbon, a amarelinha, a caninha (usada principalmente na produção de cachaça), a prata e a rainha.

Foram os árabes os criadores do equipamento para destilação usados até hoje nas fábricas artesanais. O curioso é que o Islã, religião seguida pela imensa maioria dos árabes, proíbe o consumo de álcool.

O chamado “vinho de cana-de-açúcar” foi descoberto num engenho da Capitania de São Vicente entre os anos de 1532 e 1548. O tal vinho era a ‘garapa azeda” que ficava em cochos de madeiras para os animais. A descoberta ocorreu por acaso, quando os escravos perceberam que a “água” das cocheiras deixava os animais revigorados. 

Você sabia que a cachaça foi moeda de troca para a compra de escravos? Aliás, a troca de escravos por bebidas alcoólicas como o rum (parente da cachaça) era até comum na África. Um escravo valia cerca de 86 litros de rum.

A popularidade da cachaça já era grande no Brasil colônia. Os nativos preferiam a bebida nacional em detrimento do vinho “made in Portugal”. Isso obrigou o rei português Dom João 4º a assinar uma lei proibindo o consumo da cachaça na colônia. Agora, uma pergunta: você acha que a lei pegou?

O maior importador de cachaça é a Alemanha. Os alemães importam 1/3 da produção brasileira.

Existem mais de 40 mil produtores e mais de 4 mil marcas de cachaça no Brasil.

Os Estados campeões na produção de cachaça são São Paulo, Pernambuco, Ceará, Minas Gerais e Paraíba.

Os maiores consumidores da bebida são são São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará, Bahia e Minas Gerais. Curioso é que a Paraíba, um dos maiores produtores, não está nos primeiro colocados.

Algumas marcas de cachaça artesanal: Artista, Boazinha, Caninha da Roça, Carnaval, Donzela, Famosinha de Minas, Gostosa, Lá de Minas, Marimbondo, Mistura Fina, Nabunda, Olho D’Água, Primeira Dama, Rapariga, Recordações de 40, Rumo Certo, Supimpa, Véio de Minas.

Existem centenas de apelidos e nomes para se referir à cachaça: pinga, brideira, azuladinha, branquinha, brasileira, boa, danada, espírito, elixir, homeopatia, imaculada, limpa, lisa, malvada, perigosa, preciosa, pura purinha, remédio, teimosa, etc.

Misturada ao gengibre e outros ingredientes, a cachaça deu origem ao quentão. Misturada com limão, gelo e açúcar, deu origem à caipirinha.

Um colecionador de São Paulo possui nada mais, nada menos que 6.500 marcas de cachaça em seu “acervo”.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Glauber Rocha



Glauber Rocha e o cinema.

Glauber de Andrade Rocha (vitória da Conquista, 14 de março de 1939 - Rio de Janeiro, 22 de agosto de 1981) foi um cineasta brasileiro, e também ator, escritor e roteirista.

Um homem de personalidade marcante, cineasta de uma inteligência genial e como todo gênio muitas vezes incompreendido, chegando a ser arremessado ao ostracismo, porém isso não impediu que Glauber Rocha fosse mais uma dessas pessoas a frente de seu tempo.

Podem falar que Glauber era esquerdista, comunista, utópico, mas prefiro dizer que ele era um brasileiro consciente e inconformado com a desigualdade e empilhamento estrangeiro o qual sofre o nosso pais até os dias de hoje.

Seus filmes mudaram a concepção do que é cinema no Brasil, ultrapassando as barreiras e ganhando o mundo. Chocando plateias em todo o mundo não só pelas mensagens que traziam, mas também pelas formas ausadas e inovadoras de se fazer cinema. Criando uma nova estética, revisando criticamente com imagem a realidade.

"O Cinema Novo sou eu."

É verdade. Se consciderarmos que a proposta do Cinema Novo era inovar, romper com o estilo trazido dos Estados Unidos da América. de bular a falta de recursos financeiros e incentivo governamental, Glauber o fez com maestria. Era um apaixonado pelo que fazia.

Foi um revolucionário ao seu modo, sua construção de cinema era politico - revolucionária. Sua produções eram carregadas em criticas sociais que não se calaram mesmo com o Brasil vivenciando o período de ditadura militar.

Curiosidade:

Em entrevista concedida pelo cineasta Joel Pizzini para o jornal Folha de São Paulo (17/08/2006) Martin Scorsese diz que filmes de Glauber Rocha o influenciaram.


<iframe width="420" height="315" src="//www.youtube.com/embed/4o4NWujEoEo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>

Querendo conhecer u pouco mais sobre Glauber Rocha assista ao documentário

"Glauber o filme, Labirinto do Brasil". (diponibilizado no Youtube)

E claro, não deixem de assistir aos seus filmes, que são de tamanha potencialidade ao ponto de se manterem atuais até os dias de hoje.


Fonte:

wikipédia

Jornal Folha de São Paulo, 17 de agosto de 2006, ANO 86 - N° 28.260, EDIÇÃO SÃO PAULO.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

FILME - DOMÍNIO PÚBLICO




Para refletirmos sobre, um outro ponto de vista, à COPA DO MUNDO e  toda essa agitação política que tem vivido o Brasil atualmente. Principalmente na cidade do Rio de Janeiro que virou um grande canteiro de obras e tem recebido massivas quantias de dinheiro dos mais variados setores,  nacionais ou internacionais. 


A cidade tem passado por transformações que  não se limitam apenas ao espaço físico, mas a vida de seus moradores. Desapropriações, especulação imobiliária, aumento do custo de vida, forte intervenção das forças militares em áreas carentes localizadas dentro do chamado - cinturão de segurança pública.

Para os pobres direitos que são garantidos pela constituição e pelos direitos humanos estão sendo violados constantemente fora do alcance das lentes das grandes mídias, ou alguém pode me dizer onde está Amarildo?

Os protestos de junho de 2013 encheram as ruas com milhares de pessoas. Foi um ótimo exemplo de que o Brasileiro, é sim, capaz de se unir para mudar as coisas. "Não queremos copa, queremos saúde, educação, melhoria no transporte público, etc."  Assombrado o governo reagiu coagindo os protestos com violência. E essa mesma violência serviu de combustível para que mais pessoas viessem a ocupar as ruas e ampliou a ação de grupos radicais. O importante era mudar o Brasil: com bandeira nas mãos ou com pedras. Mas infelizmente muitos dos que participaram das manifestações estavam em clima de micareta e talvez não tenham entendido a relevância daquele momento para a história do Brasil.

Outro problema das manifestações, que quase não é falado, foram os políticos oportunistas: gente ligada ao governo que recebeu a missão de está nas manifestações e tentar aparecer a todo custo - Pular enfrente as câmeras, fazer uma dancinha, qualquer coisa para dizer que estava ali e representando o apoio que determinado partido dava a democracia. Mas quem acompanhou os primeiros protestos, a respeito de uma conjuntura nacional, pode ouvir em alto e bom som os gritos da multidão:

"Chega de corrupção"
"Fora Dilma"
"Fora PT"

Mas os oportunistas não se importaram com isso e muitos até carregavam provocativamente bandeiras de seus partidos, desconfigurando completamente a razão dos protestos, que de ação social passou a ser algo integralmente político e demagogo.

Começamos bem, criamos espareças e terminamos no mais do mesmo.

 Tem Copa do Mundo os transtornos e pressões ás comunidades carentes que hoje vivem uma falsa pacificação é sufocante e vai ficar pior, pois ainda tem olimpíadas que é muito mais exigente.

Gostei muito da abordagem feita por esse documentário - Domínio Público - mas a credibilidade dele fica em xeque quando encontramos depoimentos como o do Dep. federal Romário. Sei que é muito caro fazer cinema no Brasil é produção desse vídeo foi independente, mas questiono quais são os patrocinadores e o tipo de acordos que foram realizados para a construção do filme.

Para um lado, ou para o outro tudo é tendencioso.