Mostrando postagens com marcador ideologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ideologia. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de abril de 2015

O NEGÓCIO É FAZER PARTE DO MEIO MESMO QUE ACORDE ASSADO



Sinto-me incomodada quando penso que todos os dias, o tempo todo somos torpedeados por propagandas e ideologias as quais nos forçam a algum convencimento de ideias que não são nossas. É a correnteza dos rios direcionada para um mesmo local, seja na faculdade, igreja, sindicato...não há fuga nem nas ilusórias publicações da internet.

É difícil para mim entender como mesmo pessoas que se dizem maduras, esclarecidas,muitas  vezes  ignorem essa realidade e as poucas que dão conta tem suas vozes  reprimidas.

Vejo o negro querer se fazer de "branco elite" e acreditar pertencer a esse grupo enquanto o que recebe é apenas esmola, e não percebendo ou fingindo não perceber o escarnio, o espólio sofrido.
 O classe média fazendo o serviço sujo para um partido político para bancar de rico frente aos parentes.Por que o negócio é fazer parte do meio mesmo que acorde assado,afinal,desde o berço somos todos educados a ter o que o vizinho tem ou melhor(e não importa os meios para se chagar a isso). Mas quer saber; nada disso tem haver com falta de conhecimento ou oportunidade como alguns podem pensar; e sim com egoísmo e vontade de tirar vantagem e nesse caso a maior conquista social é a superioridade.

Para isso o fudido acaba sempre se vendendo barato. Vende a si e a os seus por qualquer status melhorzinho.

Tratando-se de governo, antes de tudo, somos induzidos a pensar que esse e alguns burocratas tem algum poder, e tomam todas as decisões, e não que esse "poder" é apenas um disfarce de neutralidade com discursos a favor da população quando o que está sendo defendido de fato é o interesse dos donos do capital

Fui muito Marxista agora?

Líderes de oposição são comprados ou construídos: resultando numa oposição direcionada para manter de pés e mãos atadas aqueles que por acaso tenham tendências extremistas. você pode se manisfestar sim, reivindicar sim, mas só até esse ponto,do contrário  estará fugindo da ideologia do grupo,estará  prejudicando o grupo... o que é mal, é feio, é rude.

Então,  tudo acaba sendo idiotice participativa. 

E o tal líder do grupo (o vendido) é sempre convincente, pois irá pertencer a mesma classe social que você, a mesma categoria sindical, está na mesma faculdade ou associação, conhece suas revindicações, sabe bem como te manipular.

Entre iguais é sempre mais fácil o convencimento. Você já comprou  a ideia antes dele se quer abrir a boca, logo, você fará béééé junto com as outras ovelhinhas, mas só quando o líder mandar.

A dona de casa, cansada ao final do dia vai assistir a novela para distrair e lá está a anedota do pobre feliz e do rico infeliz, junto a um  monte de propagadas fúteis incentivando o consumo.

Somos  torpedeados, mas ainda assim, não compreendo a maioria das pessoas deixar passar desapercebida toda essa manipulação. De que modo muitas ainda se deixam levar por pensamentos como:

a sombra é para quem pode,
o trabalho enobrece homem,
dinheiro não traz felicidade,
vou por só a cabecinha...

Minha gente, estão nos  enganando!


Estudo, estudo, estudo e não vejo solução para o país, sou pessimista. Quer dizer: serei pessimista se aqueles a quem o governo representa  me permitirem ser, pois ser pessimista hoje no Brasil é o já  sitado - é mau, é feio é rude.

Feliz é quem tem no bolso a possibilidade cruzar o atlântico,conhecer outros mares. Enquanto mantemos nossas mentes apenas aqui, não temos conhecimento de nada, não sabemos sobre a piscina, a margarina, a Carolina.


Infelizmente aos trinta anos de idade ainda sou pobre e não dá  para viajar. Não me esforcei o suficiente para enriquecer ou não tive interesse em estudar? Nesse caso por eu ser incompetente, e para não ficar deprimida por aquilo que não sou capaz de fazer, me é dada alternativa de livros de autoajuda e ceitas religiosas, a programação da TV no dia de domingo.

O ópio perfeito.

Bem, agora é melhor que cale minha boca, pois sou irredutível e se eu fizer muito barulho cortam minha cabeça.

Jaqueline Ramiro

sábado, 8 de novembro de 2014

Ideologias partidárias, elas existem?!


Ao observar pessoas aderindo às legendas partidárias como um mecanismo de uma utópica vertente da mudança organizacional e estrutural de um país, tendo a refletir para a nocividade deste desproposito filosófico, pois que independentemente do partido político – PT, PSDB, PMDB, DEM e etc...Ambos são coesos à manutenção do universo sócio-político medíocre e usurpador do idealismo da república com a inversão dos ditos constantes à “Ordem e Progresso”, então, acredito que o PT (tomado por exemplo) - apesar de pregar populismo ocioso, é igualmente pífio como PSDB (privatizador e elitista) e qualquer outro partido político. Afinal, independentemente da "ideologia partidária" ou, sobretudo, do caráter do político, todos quando eleitos, por deverem favores aos financiadores de campanhas políticas, sucumbem à submissão de vontades alheias ao progresso social, econômico e educacional no país...Aliás, adentrando nas vísceras do sistema político mundial, percebemos que os políticos são marionetes nas mãos do poder exercido pelo capitalismo...Ou seja, somos "governados" para cumprir metas designadas por multinacionais, banqueiros e para auto-afirmar o poderio imperialista americano - sob a influência Britânica.

Particularmente, somos uma COLÔNIA da família de banqueiros Rothschild, desde 1824, quando fizemos um empréstimo denominado "empréstimo da Independência", destinado a cobrir dívidas do período colonial e que na prática significava um pagamento a Portugal pelo reconhecimento da nossa independência - ou alguém acredita naquela história de Independência ou Morte, contada nos livros escolares?!...Por isso, hoje, pagamos a maior carga tributária do mundo, para quitar dívidas e juros exorbitantes à esta dita família acima (talvez vc nunca se tenha perguntado o porquê de pagar-se tantos tributos neste país, não é verdade?!)...O Brasil, nunca foi dos brasileiros e sim uma colônia particular da casa Rothschild. Nada é feito neste país sem o consentimento deles. Então, qual o sentido de exercer uma escolha através da “pseudo” concepção democrática de votar?! Apenas para intencionalmente, induzir as pessoas a crendice de que escolhem seus governantes quando vos designam: “Todo poder emana do povo”, quando jamais o fizeram em qualquer época da República! E não esqueça-se: A imprensa e todos os veículos de comunicação perfazem o vasto aglomerado de "riquezas" pertencentes a esta aludida família elitista do mundo!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

UMA PALAVRA SOBRE A PALAVRA VIDA




Por uma teoria do estado de exceção na linguagem


No atual estágio histórico em que pensamento e moral compõem dois lados de uma única banda torna-se impossível ler, dizer ou ouvir a palavra vida sem cuidado filosófico – pelo menos para quem deseja ser justo com o conhecimento preservando, pela busca, a possibilidade de sua realização. Não é possível alegar ingenuidade sobre a questão quando o termo vida foi capturado por toda sorte de ideologias, o que exige que sobre ele se opere uma desmontagem crítica. A disputa sobre o termo vida corresponde na ordem do discurso ao que para além do discurso se dá com a própria vida que, sob a palavra, é ocultada. Não querendo reeditar apressadamente nenhum nominalismo como crítica do discurso, é necessário hoje prestar atenção se já não estamos vivendo uma nova era nominalista em que a posse do nome define a posse sobre a possível verdade das coisas. Quem sabe o que é a vida como uma verdade para além de todas as possíveis definições? Esta verdade talvez não exista, mas aquele que a controlar saberá do seu império no tempo. Por isso, muitas disputas conceituais hoje, na verdade são disputas políticas. Saber é poder mais uma vez. Hoje, porém, poder, mais que nunca, é dizer. Quem não souber das disputas ideológicas corre o risco de parar de pensar por conta própria ao simplesmente aderir a falas prontas facilmente encontráveis no mercado das crenças.

A vida, portanto, precisa hoje, ser analisada como uma questão de discurso. A captura da palavra vida - sabem os que manipulam o discurso ou dele se valem num contexto comunicativo – define a intenção da captura da própria vida. Da vida enquanto é capturada pela palavra como ordem simbólica que impera sobre o real. A relação entre as palavras e as coisas ainda está na ordem do dia. Em outras palavras, quem puder definir vida, saber-se-á seu dono e senhor, assim dos poderes a ela associados. A tarefa hoje é reler a palavra buscando entender em que medida ela se tornou lugar da verdade sobre a qual sempre se disputa no discurso.

O poder do discurso, entendido como fala pré-estabelecida em nome da verdade, advém de seu ocultamento como tal. Em outras palavras, fala-se da vida como se estivesse a falar da própria coisa, e não de uma palavra que, ela mesma, é já conceito e, como tal, sempre elaborado, re-elaborável e passível de discussão. A palavra, por mais que se agregue à coisa, que se diga em nome de algo, não é a própria coisa à qual alude ainda que as próprias coisas precisem dela para chegar à cultura. Por isso, nos dias atuais, enganamo-nos ao discutir a vida – este amplo e inespecífico conceito que vai da natureza à cultura, da mera vida às suas formas e que como idéia é aquilo dentro do que estamos. Disputamos quem vence no contexto da crença para saber quem deterá o poder dos que podem crer (seja no que for que creiam, na ciência ou na religião). A pergunta a ser feita neste momento histórico é – para além do sexo dos anjos, da alma das mulheres ou da “vida” dos embriões – se poderíamos discutir o conceito de vida sabendo que se trata apenas de um conceito e, assim, ultrapassar a retórica e o desejo de persuadir e libertar a verdade à qual apenas uma disputa honesta de conceitos poderia nos levar. A questão seria precisar em que sentido a palavra é usada a cada vez que, como uma bandeira, é erguida em nome de guerra ou de paz.

Por isso, é preciso falar com cuidado e pressupor o próprio ato de fala como algo que merece análise. Portanto, usar a palavra vida supondo a ingenuidade de quem não imagina o seu lugar entre outros tantos conceitos é má-fé. Não é possível participar de uma discussão sem demonstrar o pressuposto a partir do qual se fala. Ninguém pode pensar filosoficamente, ou seja, em sentido analítico e crítico, ou dialético e crítico, sem definir com máxima exatidão o uso do termo que, historicamente, se constrói como um conceito dos mais complexos e sobre o qual as disputas mais acirradas se travam. Supor esta ingenuidade ou falar a partir dela é sempre a primeira estratégia de quem, cinicamente, não quer se enfrentar com argumentos, de quem quer afirmar suas idéias pondo-se como inimputável numa disputa. Quando digo a outrem que sei o que é vida enquanto ele não sabe, se afirmo que detenho a verdade sobre um conceito enquanto ele não, estou falsificando o meu próprio lugar como sujeito de discurso, que se afirma a partir de pressupostos culturais e formais que organizam o discurso. Se afirmo que sei imediatamente o que é a verdade, já me coloco como seu possuidor e exijo uma postura de atenção. A mesma atenção que me esquivo de ter com a possível postura de outrem. A melhor arma numa disputa em que algum nível retórico está em jogo nem sempre é a autoridade, mas a ignorância. Esperto é quem sabe usar a postura do burro como plano de argumento.

A palavra “vida” encontra-se neste lugar especial na atualidade, lugar que, a qualquer momento, é ocupado por qualquer palavra com a qual se deseje entabular a verdade. A questão hoje apenas pode ser refletida por uma teoria do “Estado de exceção da linguagem” por meio da qual se investigue o modo como se pretende, na ordem do discurso, se capturar a verdade e decidir sobre ela por meio da captura de uma palavra. O poder do discurso situa-se na palavra tomada como arma de decisão. Ao sacralizar a palavra “vida”, afirmando que falar dela ou contra ela é uma blasfêmia ou heresia, espera-se sacralizar a própria vida à qual a palavra se refere como se, por meio da palavra, já se tivesse decidido sobre a coisa.

Apenas uma teoria organizada sob a tese de que a linguagem, como parte de toda estrutura política, está sitiada por uma ordem que oculta seu próprio funcionamento, que a linguagem, como o corpo está “capturada fora”, incluída e excluída como no mesmo mecanismo do estado de exceção, é que se compreenderá o que se diz e o que se quer com isso ao pronunciar a palavra vida.

Ela está na ordem que faz do discurso a verdade. Duas posturas são visíveis nos dias de hoje. A daqueles que ainda enfrentam o potencial conceitual da palavra, o que se pode dizer por meio dela, ou o que ela pode significar em relação ao real. Tratam da palavra vida como uma palavra junto de outras. Compreendem-na como inserida na ordem do discurso à qual é preciso sempre prestar atenção. Por outro lado, há aqueles que falam dela como uma exceção.

MÁRCIA TIBURI