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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Brasil Memória das artes




Projeto da Fundação Nacional das Artes democratiza acesso a fotos, arquivos sonoros, textos e documentos que fazem parte de uma vasta coleção da memória cultura brasileira.



O Brasil é um país que cuida bem de sua memória? No que depender da Fundação Nacional de Artes (Funarte), a resposta é sim. Desde o início dos anos 2000,a instituição vem se esforçando para adaptar o seu acervo e, assim, alcançar um número cada vez maior de brasileiros. Um dos produtos desta política de memória da Funarte é a execução do Projeto Brasil Memória das Artes, cujo principal objetivo é garantir a salvaguarda dos acervos da instituição e a sua disponibilização ao público. A impressão é uma só: a memória cultural está em boas mãos.

O Projeto deu seus primeiros passos ainda em 2006, quando foram digitalizados e disponibilizados ao público os primeiros registros no chamado Canal Virtual. Mas na época, o acervo virtual incluía apenas informações sonoras e fotográficas. Três anos depois, em 2009, com o aporte da Petrobras e a chegada de outros patrocinadores, como o Itaú Cultural e a CSN - o projeto foi aperfeiçoado através do lançamento do "Portal das Artes, viabilizado pelo mesmo projeto Brasil Memória das Artes. Segundo o site do projeto, o portal "objetiva melhorar a comunicação da Funarte com seu público, tornar a memória cultural brasileira acessível e prestar melhor serviço ao usuário-cidadão."

"A área Brasil Memória das Artes surge já sabendo que só tende a crescer, à medida que mais e mais conteúdos forem digitalizados pela Funarte e disponibilizados ao público. E a ambição deste espaço não é apenas deixar acessível todo o acervo digitalizado, mas articulá-lo, contextualizá-lo, fazer o passado conversar com o presente, rastrear o que se produziu antes e trazer à tona com o olhar de agora, transformando esse diálogo num exercício constante que nos fará a todos mais conscientes de nossa própria memória cultural." - afirma Tadeu Di Pietro, Diretor do Centro de Programas Integrados (Cepin) da Funarte.

Atualmente, o projeto Brasil Memória das Artes reúne os seguintes acervos:

1.Atores do Brasil, com biografias de atores brasileiros construídas pela Funarte desde a criação do Canal Virtual, em 2006;

2.Augusto Boal, dedicado a criações do escritor e dramaturgo, morto em 2009, que teve o último livro, A Estética do Oprimido, lançado pela Funarte;

3.Família Vianna, com textos sobre Oduvaldo Vianna, pai, a mulher dele, Deocélia, e o filho do casal, Vianninha, artistas, que mudaram, cada um a sua maneira e em seu tempo, a história das artes no Brasil;

4.Foto Carlos, com uma seleção de imagens digitalizadas pelo Cedoc do acervo da coleção do fotógrafo Carlos Moskovics, que fez de seu estúdio de fotografia, batizado de Foto Carlos, o principal guardião da memória teatral do país entre 1940 e 1980;

5.Nelson Rodrigues, lembrando os 30 anos de morte do dramaturgo, completados em 2010, com uma coleção de informações guardadas no Cedoc sobre a obra do dramaturgo;

6.Projeto Pixinguinha, com músicas, vídeos, galerias de fotos e textos sobre um dos projetos mais marcantes da Funarte, desde sua criação, em 1977;


7.Série Depoimentos, reunindo entrevistas com nomes importantes da cultura brasileira, realizadas pelo antigo Serviço Nacional de Teatro e digitalizados pela Funarte;


8.Cenário e Figurino, com aquarelas e pinturas criadas por importantes cenógrafos brasileiros e guardados na Funarte;


9.Sala Funarte, com áudios, textos, cartazes e fotos sobre a Sala que desde 1978 é palco de várias manifestações artísticas;


10.Acervo Walter Pinto, com documentos e fotos do produtor e autor dos maiores espetáculos do Teatro de Revista brasileiro.


Dentro de cada acervo, o projeto também disponibiliza conteúdos variados, que vão desde audição comentada de shows como também entrevistas com atuais com artistas, pensadores e pesquisadores.



Além disso, escute pdcasts sobre questões contemporâneas. Para quem gosta de artes, sobretudo o teatro, o site é imperdível. E é preciso ficar sempre de olho nesta dica. Segundo o site da instituição estão à caminho acervos do INFoto, Carlos Labanca, Discos Funarte e muitos outros.


Confiram em:http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/

Foto: Yoná Magalhães como Alaíde em montagem de 1065 Vestido de Noiva. Foto Carlos CEDOC/Funart

sábado, 1 de novembro de 2014

Tempo, memória, cortesia: vitimas da informação? Em 23.07.2009






*Obs: Prestem atenção na data em que foi escrito. Hoje, está muito pior...


– Estou impressionada com as pessoas, — disse a amiga que mora parte do tempo no Rio, outra em Nova York e o que sobra pelo resto do mundo. — Aqui no Brasil ninguém responde mais a email, a convite formal, a nada! Não sei se é falta de educação, falta de tempo ou se as coisas agora são assim mesmo…



Se eu não tivesse ligado exatamente para responder a um convite, poderia ter pensado que estava diante de uma indireta: é que a carapuça parecia feita sob medida. Ainda que saiba que não responder aos amigos (e não agradecer aos livros que enviam) é imperdoável, ainda que comece praticamente todos os dias com a consciência culpada por causa dos emails que deixei de responder na véspera e já agoniada com os que não responderei ao longo das próximas horas, o fato é que, por mais que tente, não encontro tempo ou concentração para me manter em dia com o que a civilidade exige.
Este é um tema recorrente nas minhas colunas da “Revista Digital”, até porque atribuo boa parte da culpa dessa desatenção ao mundo hi-tech e à vida-ponto-com em que ando mergulhada há tantos anos. Cada carta manuscrita se transformou em centenas de emails, cada fonte de informação multiplicou-se ao infinito e está a um clique de distância. Resultado: de pessoa cortês que enviava flores em datas significativas e cartões bonitinhos escritos com letra até legível, virei um bípede sem dúvida bem informado, mas sempre em falta com suas obrigações elementares.
Há uns tempos, em desespero de causa, escrevi isso no Facebook (e na Revista): “Cora Rónai está com o trabalho todo atrasado!”. Era só parcialmente verdade. Para variar, tudo estava atrasado na minha vida.
“A sobrecarga de informação acertou o passo comigo, me ultrapassou e periga me jogar fora da estrada,” disse então. “Como todo mundo, eu também precisaria de um dia de 48 horas para ficar minimamente em dia com o que me cerca. Recebo e compro mais livros do que consigo ler, tenho mais DVDs do que posso assistir pelos próximos dez anos, CDs e revistas se amontoam ao meu redor, há mensagens por responder na secretária eletrônica, no celular e na mailbox.”
De lá para cá, nada melhorou; pelo contrário. Tudo está ao nosso alcance ao mesmo tempo, um link puxa outro, os torpedos e o Twitter piam insistentemente no celular e no notebook. Olho para os gatos enroscados no tapete e invejo sua vidinha singela. A quantidade de informação que um gato administra está perfeitamente de acordo com o seu tempo físico e com a capacidade do seu cérebro: onde ficam os potes de água e ração, quem são os bípedes e quadrúpedes com quem convive, o que significam os vários ruídos da casa, o que é bom para brincar e o que é melhor deixar quieto. É um universo descomplicado, que permanece inalterado desde que os gatos são gatos. A mesma coisa acontece com os cães e com quase todas as espécies do planeta. Até a lagartixinha pálida que vive no lavabo não tem preocupações muito diferentes daquelas que passavam pela cabeça dos seus avôs dinossauros.
Já a complexidade da vida dos humanos, depois de alguns milênios em banho-maria, vem se acelerando a uma velocidade assustadora. Nosso cérebro continua igual ao dos nossos antepassados que viviam em aldeias de umas poucas almas, mas o tempo encolhe progressivamente, pois tem que ser dividido em fatias cada vez menores. Nas pequenas aldeias, a vida seguia o ritmo do sol, todos se conheciam desde sempre e, tirando as atribuições básicas da vida cotidiana, por árduas que fossem, não havia muito o que fazer. Dependendo da capacidade de imaginação de cada um, havia ainda menos em que pensar. As notícias que chegavam de fora vinham com anos de atraso e jeito de lenda; o que importava saber, de verdade, se restringia à vizinhança imediata, ao espaço conhecido.
O próprio mundo em que Andy Warhol previu quinze minutos de fama para cada um — ainda ontem! — era um mundo razoavelmente controlável, pré-internet, em que a sobrecarga de informação (information overload) não existia nem como expressão. Na época, o peso maior da equação estava na fama, uma figura de retórica distante e ilusória; hoje está no tempo, real. Quinze minutos no vertiginoso ano de 2009 são uma eternidade, uma abundância de segundos de que ninguém mais dispõe.
O ser humano é, por definição, um animal multi-tarefa, mas há um limite para a sua capacidade de processamento de dados. Se já não a ultrapassamos, estamos perto disso, como provam os esquecimentos constantes e a falta de memória que não poupam ninguém, numa espécie de gripe suína dos neurônios.
Quem tem lembrança de um pai ou avô que sabia longos poemas de cor fica pasmado: como era possível?! A conclusão quase inevitável é que não se fazem mais pessoas como antigamente. Mas talvez não seja bem assim. A capacidade de armazenagem do cérebro dos nossos antepassados não era diferente da nossa; apenas estava ocupada de outra forma. Entre outras infinitas coisas, eles não precisavam administrar centenas de contatos no Orkut nem seguir milhares de pessoas no Twitter.

(CORA RÓNAI)


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

RITUAL DO ELEMENTO AR






O Ar desenvolve a inteligência, o lado racional, a memória e a capacidade verbal e corporal. Superindicado para vésperas de exames e seminários, pode ser feito em qualquer Lua. 


O simples fato de acender um incenso aprimora as qualidades do Ar dentro de você.

Então, queime um incenso (de preferência do seu signo e/ou Anjo da Guarda) e energize seu
ambiente de trabalho ou estudo. Mentalize o que deseja, estude e boa sorte!

Outras formas rituais bem simples:  Sacudir objetos no ar ou pendurá-los ao 

vento, suspender ferramentas em lugares altos, soprar 

objetos leves enquanto visualiza energias positivas, 

deixar que o vento carregue folhas, flores, ervas ou 

papel picado.

Trabalho ritual: A mente, todo o trabalho mental,

intuitivo e psíquico, o conhecimento, aprendizagem

abstrata, o vento e a respiração, inspiração, a audição,

harmonia, pensamento e crescimento intelectual, viagem,

liberdade, revelando a verdade, encontrando coisas

perdidas, habilidades psíquicas, instrução, telepatia,

memória, a habilidade de saber e entender, conhecer os

segredos dos mortos, meditação zen, discussões, começos,

iluminação.

*************************************************************
AR

O Ar é o elemento do intelecto, é a realidade do

pensamento que é o primeiro passo para a criação.

Magicamente falando, o ar é a clara, perfeita e pura

visualização que é uma poderosa ferramenta de mudança.

Ele é também o movimento, o ímpeto que manda a

visualização na direção da concretização.

Ele governa os feitiços e rituais que envolvem viagem,

instrução, liberdade, obtenção do conhecimento, encontrar

itens perdidos, descobrir mentiras e assim por diante.

Ele também pode ser usado para ajudar no desenvolvimento

de faculdades psíquicas.

Feitiços envolvendo o ar geralmente incluem o ato de

colocar um objeto no ar ou deixar cair um objeto do alto

de uma montanha ou outro lugar alto para que o objeto

realmente se conecte fisicamente com o elemento.

O ar é masculino, seco, expansivo e ativo. É o elemento

que se sobressai nos locais de aprendizagem e nos quais

ponderamos, pensamos e teorizamos.

O ar governa o Leste pois esta é a direção da maior luz,

a da luz da sabedoria e conscientização. Sua cor é o

amarelo do sol e do céu na aurora.

O ar governa a magia dos quatro ventos, de concentração e

visualização e a maioria das magias adivinhatórias.

Direção:   Leste

Nome do Vento Leste:  Eurus

Energia:  Projetiva, masculina

Signos:   Gêmeos, libra e aquário

Lugares: Topos de montanhas e colinas, céus nublados,

praias onde se venta muito, torres altas, aeroportos,

escolas, bibliotecas, escritórios, agências de viagem.

Cores: Branco, amarelo claro, azul claro, tons pastéis.

Natureza Básica: Movimento, flutuante, fresca,

inteligente. O Som é uma manifestação deste elemento.

Fase da Vida: Infância

Tipos de magia: Adivinhação, concentração, visualização,

profecia, magia do vento, karma, velocidade.

Tempo: Nascer do sol

Estação: Primavera – O tempo do frescor

Ferramentas: Incensário, Athame, espada, visualização

criativa.

Espíritos: Silfos, Zéfiros e fadas que habitam o mundo

das árvores, flores, ventos, brisas e montanhas.

Rei: Paralda

Sentido: Olfato e audição.

Pedras e Jóias: Topázio, pedras claras e transparentes,

cristais, ametista, alezandrita, pedras azuis e amarelas.

Metais: Cobre.

Incensos: Olíbano, mirra, alecrim, violeta.

Plantas e árvores: Olíbano, mirra, prímula, tamareira,

verbena, violeta, alfazema.

Animais: Pássaros, especialmente águias e falcões,

insetos, aranhas.

Deusas: Aradia, Arianrhod, Cardea, Nuit, Urania.

Deuses:  Enlil, Kheohera, Mercúrio, Thoth .

É atraído por: Instrumentos musicais, incensos.

Instrumentos: Flautas, todos os instrumentos de sopro.

Símbolos: Céu, vento, brisa, nuvens, respiração,

vibração, plantas, ervas, flores, árvores.