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terça-feira, 28 de abril de 2015

DE JANEIRO A JANEIRO



Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar

Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer, que eu não posso chorar

Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A conseqüência do destino é o amor, pra sempre vou te amar

Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar (4x)

Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar(4x)

De janeiro a janeiro

(Nando Reis e Vanessa Campos)

ESPANQUEMOS OS POBRES!




Durante quinze dias confinei-me em meu quarto e me cerquei de livros que estavam na moda naqueles tempos (há dezesseis ou dezessete anos); quero falar de livros em que se trata da arte de tornar os povos felizes, sábios e ricos em vinte e quatro horas. Tinha eu digerido – engolido, quero dizer – todas as elucubrações de todos os empresários da felicidade pública – dos que aconselham a todos os pobres a se fazerem escravos e dos que persuadiam que eles são reis destronados. Ninguém acharia surpreendente que eu entrasse então em um estado de espírito vizinho da vertigem ou da estupidez.

Pareceu-me, somente, que eu sentisse, confinado, no fundo do meu intelecto, o germe obscuro de uma idéia superior a todas as fórmulas de curandeiras que eu, recentemente, vira, folheando no dicionário. Mas isso só era a idéia de uma idéia, algo de infinitamente vago.

E saí com uma grande sede. Porque o gosto apaixonado por más leituras engendra uma necessidade proporcional de grandes ares e de muitas bebidas refrescantes.

Quando ia entrar num bar, um mendigo estendeu-me o chapéu com um desses inesquecíveis olhares que derrubariam tronos, se é que o espírito removesse a matéria e se o olho de um hipnotizador fizesse as uvas amadurecerem.

Ouvi, ao mesmo tempo, uma voz que me cochichava ao ouvido, uma voz que eu me reconheci bem; era a voz de um bom Anjo ou um bom Demônio, que me acompanha por todos os lugares. Se Sócrates tinha seu bom Demônio, por que eu não havia de ter o meu bom Anjo, e por que não teria eu a honra, como Sócrates, de obter um brevê de loucura, assinado pelo sutil Lélut e pelo bem informado Baillarger?

Existe essa diferença entre o Demônio de Sócrates e o meu, pois o de Sócrates só se manifestava a ele para proibir, advertir, impedir, e que o meu dignava-se a aconselhar, sugerir, persuadir; o meu é um grande afirmador, o meu é um Demônio de ação, um Demônio de combate.

Ora, sua voz cochichava isso: “Quem for igual ao outro que o prove e só é digno de liberdade quem a sabe conquistar.”

Imediatamente saltei sobre meu mendigo. Com um único soco fechei-lhe um olho, que, em um segundo, tornou-se inchado como uma bola. Quebrei uma unha ao partir-lhe dois dentes, e como eu não me sentisse bastante forte, tendo nascido de compleição delicada e tivesse pouca prática de boxe, para desancar aquele velho, peguei-o com uma das mãos pela gola de seu casaco e com a outra lhe agarrei a garganta e me pus a sacudi-lo, vigorosamente, cabeça contra a parede. Devo confessar que já havia previamente inspecionado os arredores com uma olhada e havia verificado que naquele subúrbio deserto eu me achava, por algum tempo, fora do alcance de qualquer policial.

Tendo, em seguida, com um pontapé, dado em suas costas, bastante enérgico para lhe quebrar as omoplatas, botei por terra aquele sexagenário enfraquecido; peguei, então, um grosso galho de árvore, que estava jogado no chão, e bati nele com a energia obstinada dos cozinheiros que querem amolecer um bife.

De repetente – ó milagre! Ó alegria do filósofo que verifica a excelência de sua teoria – vi esta antiga carcaça se virar, se levantar com uma energia que eu jamais suspeitaria que houvesse numa máquina de tal modo danificada, e, com um olhar de raiva que me pareceu de bom augúrio, o malandro decrépito jogou-se sobre mim, socou-me os dois olhos, quebrou-me quatro dentes e, com o mesmo galho de árvore, bateu-me fortemente. Pela minha enérgica medicação, eu lhe havia restituído o orgulho e a vida.

 Então, eu lhe fiz sinais enérgicos para que compreendesse que eu considerava nossa discussão terminada e, levantando-me com a satisfação de um sofista de Pórtico, lhe disse: “Meu senhor, o senhor é meu igual! Queira dar-me a honra de aceitar que eu divida minha bolsa consigo, e lembre-se: se você é realmente filantropo, que é preciso aplicar, em todos os seus confrades, quando eles lhe pedirem esmolas, a mesma teoria que eu tive o sofrimento de experimentar sobre suas costas.”

Ele me jurou que havia compreendido a minha teoria e que obedeceria aos meus conselhos.

CHARLES BAUDELAIRE

DIREITO: 180 obras para download ( No país em que juiz é Deus, vale a pena conferir a palavra sagrada, hein?!)



Há tempos queríamos compartilhar um material relacionado à área de Direito. Finalmente ficou pronta a lista! Confira abaixo as mais de 180 obras para download gratuito. E veja se existe algo de seu interesse ou de um(a) amigo(a). Aproveite: saber é poder!



Tem coisas para estudantes e estudiosos da área, como ciência jurídica, criminologia, teoria e filosofia do direito, mas também material para quem pretende prestar concurso. 
 Aproveite!



Download via torrent:
http://thepiratebay.se/torrent/11517842
Ou 
https://drive.google.com/open…

Download direto pela nuvem:
http://abelhas.pt/arquivokronos/Direito
(obs: o espaço no google drive acabou e, por enquanto, vamos usar o abelhas).

ABRAMOVAY (org). Gangues, gênero e juventudes
AGAMBEN, G. Estado de exceção
AGAMBEN, G. Homo sacer I - o poder soberano e a vida nua
AGUIAR, M. Léa. Somos todos criminosos em potencial
AMARAL, Renata C. Direito internacional público e privado
ANDRADE, Vera. Sistema penal máximo x cidadania mínima
ARAÚJO, Carlos. Cárceres imperiais - a Casa de Correção no RJ
AVENA, Roberto. Execução penal – esquematizado
AZEVEDO, J. Eduardo. A penitenciária do estado - análise das relações de poder na prisão

BADARÓ, Gustavo. Onus da prova no processo penal
BARATTA, Alessandro. Criminología crítica y crítica del derecho penal
BATISTA, Nilo. Introdução crítica ao direito penal brasileiro
BATISTA, Nilo. Punidos e mal pagos
BECCARIA, C. Dos delitos e das penas
BENTHAM, J. O Panóptico
BERGALLI; BUSTOS. El pensamiento criminológico
BERISTAIN, Antonio. A nova criminologia
BOBBIO, Norberto. A era dos direitos
BOBBIO, Norberto. Direito e estado no pensamento de Emanuel Kant
BOBBIO, Norberto. Liberalismo e democracia
BOBBIO, Norberto. O conceito de sociedade civil
BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia - uma defesa das regras do jogo
BOBBIO, Norberto. O positivismo jurídico
BONAVIDES, Paulo. Ciência política
BUENO, Carlos S. Curso sistematizado de direito processual civil

CABEDA, Luiz F. A justiça agoniza
CAJAS, Juan. Los desviados
CAMPOS, Arruda. A justiça a serviço do crime
CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal, vol 1
CAPEZ, Fernando. Curso de processo penal
CARDOSO, Fernanda L. Direito urbanístico
CARRIO, Alejandro. Garantias constitucionales en el proceso penal
CHRISTIE, Nils. La industria del control del delito
CHRISTINO, Márcio S. Por dentro do crime - corrupção, tráfico, PCC
CLASTRES, Pierre. Arqueologia da violência
COIMBRA, Cecília. Operação Rio - o mito das classes perigosas
CONTI, Rafael A. Filosofia e direito - escritos selecionados
CORCHEA. Violencia desenfocada (en español)
CORREAS, Óscar. Crítica da ideologia jurídica
CORREIA, Marcus. Teoria geral do processo
CORREIA; SCIASCIA. Manual de direito romano
CUNHA; SILVA. Código penal - para concursos

DALARI, Dalmo. Elementos de teoria geral do estado
DE CICCO, Cláudio. História do pensamento jurídico e da filosofia do direito
DE GIORGI, Alessandro. A miséria governada através do sistema penal
DE SORDI, Neide. Manual de Procedimentos do Programa História Oral da Justiça Federal
DEL VECCHIO, Giorgio. História da filosofia do direito
DI PIETRO, M. Direito administrativo
DINAMARCO, C. Nova era do processo civil

FARIAS; ROSENVALD. Direito civil - teoria geral
FELTRAN, G. Fronteiras de tensão - um estudo sobre política e violência nas periferias de SP
FERNANDES; FERNANDES. Criminologia integrada
FERRAJOLI, Luigi. Direito e razão - teoria do garantismo penal
FERRAZ JUNIOR, T. Estudos de filosofia do direito
FOUCAULT, M. A verdade e as formas jurídicas
FOUCAULT, M. Segurança, território, população
FOUCAULT, M. Vigiar e punir
FREDIANI, Yoni. Direito do trabalho

GANDRA, Yves. Conheça a constituição brasileira [incompleto]
GANDRA, Yves. Manual esquemático de direito e processo do trabalho
GARCIA; THOMÉ. Direito ambiental
GARLAND, David. Crimen y orden social en la sociedad contemporânea
GAUER (org). Criminologia e sistemas jurídico-penais contemporâneos
GOFFMAN, Erving. Estigma - notas sobre a manipulação da identidade
GOFFMAN, Erving. Manicômios, Prisões e Conventos
GOMES, Fábio B. Elementos de direito administrativo
GOMES, Orlando. Obrigações
GONÇALVES, C. R. Direito civil brasileiro, vol. 5 - direito das coisas
GRINOVER, Ada P. et al. Juizados especiais criminais - comentários a Lei 9.099

HABERLE, Peter. Hermenêutica constitucional
HABERMAS, J. Direito e democracia, vol. 1
HABERMAS, J. Direito e democracia, vol. 2
HAMON; TROPER; BURDEAU. Direito constitucional [incompleto]
HEGEL, G. Princípios da filosofia do direito
HORVATH, Miriam. Direito administrativo
HULSMAN; CELIS. Penas perdidas
HUNT, L. A Invenção dos Direitos Humanos
HUSEK, C. R. Curso de direito internacional público

JAKOBS; MELIÁ. Direito penal do inimigo
JESUS, Damásio de. Crimes de corrupção ativa e tráfico de influência nas transações comerciais internacionais
JESUS, Damásio de. Imputação objetiva
JESUS, Damásio de. Lei das contravenções penais – anotada
JESUS, Damásio de. Novíssimas questões criminais
JESUS, Damásio de. Teoria do domínio do fato no concurso de pessoas
JESUS, Damásio de. Tráfico internacional de mulheres e crianças – Brasil
JESUS, Damásio de. Violência contra a mulher
JESUS; GOMES. Assédio sexual
JUSTIÇA GLOBAL (org). Justiça, tráfico e milícias no Rio de Janeiro

KANT, I. Crítica da razão pura
KANT, I. Para a paz perpétua
KAUFFMAN; HASSEMER. Introdução à filosofia do direito e à teoria do direito contemporâneas
KELSEN, Hans e KLUG, Ulrich. Normas jurídicas e análise lógica
KELSEN, Hans. A democracia
KELSEN, Hans. Justiça e o direito natural
KELSEN, Hans. O problema da justiça
KELSEN, Hans. Quem deve ser o guardião da constituição
KELSEN, Hans. Teoria geral das normas
KELSEN, Hans. Teoria geral do direito e do estado
KELSEN, Hans. Teoria geral do estado – 1938
KELSEN, Hans. Teoria pura do direito
KIRCHHEIMER, Georg. Pena y estructura social

LABATE; GOULART; FIORE et. al. (org). Drogas e cultura
LAFER, Celso. A reconstrução dos direitos humanos
LARENZ, Karl. Metodologia da ciencia do direito
LASERNA, R. (org). Economia politica de las drogas
LEFEBVRE, Henri. O direito à cidade
LEITE; FERREIRA; CAETANO. Repensando o estado de direito ambiental
LISBOA, Roberto S. Direito civil de A a Z
LOBO, Alberto S. Curso de direito romano
LÔBO, Paulo. Direito civil – contratos
LÔBO, Paulo. Direito civil – famílias
LUHMANN, Niklas. Sociologia do Direito I
LUHMANN, Niklas. Sociologia do Direito II
LUNA FILHO, E. P. Internet e tributação no Brasil
LYRA FILHO, R. O que é direito

MACHADO, Carlos A. Direito constitucional
MACHADO, Hugo. Curso de direito tributário
MAGALHÃES, Carlos. O crime segundo o criminoso
MAGNO, Levy E. Processo penal
MARQUES, Cláudia L. Contratos no código de defesa do consumidor
MARTINS, Sergio P. Direito do trabalho
MARTINS, Sergio P. Direito processual do trabalho
MATHIESEN, Thomas. Juicio a la prision
MAXIMILIANO, C. Hermenêutica e aplicação do direito
MAZZILLI, Hugo N. A defesa dos interesses difusos e coletivos em juízo
MAZZUOLI, Valerio. Curso de direito internacional público
MÍGUEZ, Daniel. Delito y cultura
MONTEIRO; EUSTÁQUIO. Direito financeiro
MOREIRA, J. C. Barbosa. Questões prejudiciais e coisa julgada
MÜLLER, Friedrich. Quem é o povo - a questão fundamental da democracia

NASCIMENTO, Amauri M. Curso de direito do trabalho
NEVES, Daniel. Manual de direito processual civil
NUNES, Rizzatto. Curso de direito do consumidor

PALACIOS JUNIOR, A. As teorias das guerras preventivas e as relações internacionais
PAOLI, M. Célia et. al. A violência brasileira
PAULO; ALEXANDRINO. Direito administrativo descomplicado
PAULSEN, Leandro. Curso de direito tributário
PAVARINI, Massimo. Control y dominación
PENTEADO FILHO, Nestor. Manual esquemático de criminologia
PERELMAN, Chaim. Ética e direito
PERELMAN, Chaim. Lógica jurídica - nova retórica
PINHEIRO, Paulo S. (org). Crime, violência e poder
PINTO, C.A.M. Teoria geral do direito civil
PINTO; RIBEIRO (org). A análise criminal e o planejamento operacional
PIOVESAN, Flávia. Direitos humanos e o direito constitucional internacional
PRADO, Luiz R. Curso de direito penal brasileiro - vol. 3 - parte especial

QUEIROZ, Carlos A. Crime organizado no Brasil
QUEIROZ, Paulo. Direito penal - parte geral

RADBRUCH, Gustav. Introdução a filosofia do direito
RAMALHO, J. Ricardo. Mundo do crime - a ordem pelo avesso
RAMOS, André C. Teoria geral dos direitos humanos na ordem internacional
RAUTER, Cristina. Criminologia e subjetividade no Brasil
RAWLS, John. Justiça como equidade
RAWLS, John. Justiça e Democracia
RAWLS, John. Uma teoria da justiça
REALE, Miguel. Direito como experiência
REALE, Miguel. Filosofia do direito
REALE, Miguel. Teoria do direito e do estado
ROCHA, G. Cálculos trabalhistas
ROXIN, Claus. La evolución de la política criminal

SÁ, Alvino A. Criminologia clínica e psicologia criminal
SADEK, Maria Tereza (org). Justiça e cidadania no Brasil
SADEK, Maria Tereza (org). Uma introdução ao estudo da justiça
SALEME, Edson. Direito constitucional
SALGADO, Joaquim C. A ideia de justiça em Kant
SCHOUERI, L. E. Normas tributárias indutoras e intervenção econômica
SCIMÉ, Francisco. Criminología - causas y cosas del delito
SHECAIRA, Sérgio S. Criminologia
SOUSA, José Pedro Galvão de. Direito natural, direito positivo e estado de direito
STRAUSS, Leo. Direito natural e história

TARTUCE, Flávio. Manual de direito civil
TRINDADE, Lourival. A ressocialização - uma (dis)função da pena de prisão
TROPER, Michel. Filosofia do direito

VELOSO, Waldir. Filosofia do direito
VERDUM, Ricardo (org.). Mulheres indígenas, direitos e políticas públicas.
VEZZONI, Marina. Direito processual civil

WACQUANT, Loic. Punir os pobres - a nova gestão da miséria nos EUA
WOLKMER, Antônio (org). Fundamentos de historia do direito
WOLKMER, Antônio C. História do direito no Brasil.
WOLKMER, Antonio C. Ideologia, estado e direito

ZAFFARONI, Raul. 'Crime Organizado' - uma categoria frustrada
ZALUAR, Alba (org). Drogas e cidadania - repressão e redução de riscos
ZALUAR, Alba. Da revolta ao crime

**OUTROS em formato epub (conta externa):
https://docs.google.com/folderview…

Bauman, Bourdieu e Elias – 50 obras para download


Zygmunt Bauman, Pierre Bourdieu e Norbert Elias



Google Drive:
https://drive.google.com/folderview?id=0B4UG_F2QeFUlZEhiQnJWYWI0Qkk&usp=sharing

uTorrent:
http://thepiratebay.se/torrent/8923016

uTorrent (descompactado – possibilidade de escolher quais livros quer baixar):
http://thepiratebay.pe/torrent/8937973

Caso o site acima não esteja acessando, clique nesta pasta onde encontra-se todos os torrents:


https://drive.google.com/folderview?id=0B4UG_F2QeFUlakRydmRmZFpjVkU&usp=sharing

BAUMAN, Z. A arte da vida
BAUMAN, Z. A fragilidade dos laços humanos
BAUMAN, Z. Amor Líqüido
BAUMAN, Z. A liberdade
BAUMAN, Z. A sociedade individualizada
BAUMAN, Z. Capitalismo parasitário
BAUMAN, Z. Comunidade
BAUMAN, Z. Confiança e medo na cidade
BAUMAN, Z. Em busca da política
BAUMAN, Z. Ensaios Sobre o Conceito de Cultura
BAUMAN, Z. Ética pós-moderna
BAUMAN, Z. Et al. O Papel da Cultura nas Ciências Sociais
BAUMAN, Z. Globalização e as consequências humanas
BAUMAN, Z. Identidade – entrevista a Benedetto Vecchi
BAUMAN, Z. La Cultura como Praxis
BAUMAN, Z. La sociedad sitiada (em espanhol)
BAUMAN, Z. Legisladores e Intérpretes
BAUMAN, Z. Medo Líquido
BAUMAN, Z. Modernidade e Ambivalência
BAUMAN, Z. Modernidade Líquida
BAUMAN, Z. Modernidade e Holocausto
BAUMAN, Z. O mal-estar da pós-modernidade
BAUMAN, Z. Por uma Sociologia Crítica
BAUMAN, Z. Tempos líquidos
BAUMAN, Z. Vida a crédito
BAUMAN, Z. Vida Para Consumo
BAUMAN; MAY. Aprendendo a pensar com a sociologia

BOURDIEU, P. A Dominação Masculina
BOURDIEU, P. A ilusão biográfica
BOURDIEU, P. As regras da arte
BOURDIEU, P. Coisas Ditas
BOURDIEU, P. Escritos da educação
BOURDIEU, P. Homo Academicus
BOURDIEU, P. Lições da Aula
BOURDIEU, P. Meditações Pascalianas
BOURDIEU, P. O poder simbólico
BOURDIEU, P. Os Usos Sociais da Ciência
BOURDIEU, P. Para uma Sociologia da Ciência
BOURDIEU, P. Questões de Sociologia
BOURDIEU, P. Razões Práticas – Sobre a Teoria da Ação
BOURDIEU, P. Sociologia

ELIAS, N. A Condição Humana
ELIAS, N. A peregrinação de Watteau à Ilha do Amor
ELIAS, N. A sociedade de corte
ELIAS, N. A sociedade dos indivíduos
ELIAS, N. O processo civilizador, vol. I: uma história dos costumes
ELIAS, N. O processo civilizador, vol. II: formação do estado e civilização
ELIAS, N. Os alemães
ELIAS, N. Sobre o tempo
ELIAS, N. Teoria Simbólica

EPICURO - A filosofia e o seu Objetivo



Nunca se protele o filosofar quando se é jovem, nem canse o fazê-lo quando se é velho, pois que ninguém é jamais pouco maduro nem demasiado maduro para conquistar a saúde da alma. E quem diz que a hora de filosofar ainda não chegou ou já passou assemelha-se ao que diz que ainda não chegou ou já passou a hora de ser feliz.

EPICURO - A filosofia e o seu Objetivo

quinta-feira, 23 de abril de 2015

ENSAIO SOBRE O HOMEM




Nascem os humanos para crescer

E com alguma vitória vivem para então morrer.

Nascer, morrer (eis a igualdade humana).

Crescer, viver (eis a vitória de alguns).

Pequenos, os humanos são repletos de ingenuidade

E padecem de ajuda alheia. Sim,

Desde cedo padecem em mãos alheias,

Estas que pensam orientar rebentos.

Por convivência, aprendem símbolos diversos

E passam a comunicar o incomunicável.

Assim, temores e alegrias são compartilhadas,

Desejos e necessidades são satisfeitas...

Para as mãos repletas de condições

O afago sublima a súplica.

Para outras tantas mãos

Restam as aflições e as culpas.

Os que vencem a morte temporariamente,

Crescem tanto que param de crescer:

Tornam-se humanos dotados de mãos e símbolos

Dispostos a outro pequeno vindouro enriquecer.

Crescidos, buscam razões para a vida

Enquanto outros discursam sobre o esquecer.

Inundam-se de prazeres, os vitoriosos,

Enquanto outros desejam somente viver.

O homem é uma besta indefinível

 E seu ser transborda incoerência.

Como posso eu ousar a escrever

Um ensaio sobre sua suposta existência?

Penso nos homens mas só vejo mãos,

Que sufocam ou afagam outras iguais e,

Assim, perpetuam sua condição,

Raramente transgredindo-a. 

Ernst Cassirer

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O HOMEM É LOBO DO HOMEM




Thomas Hobbes (1588/1679)

Para o filósofo inglês da Idade Moderna, o "Homem é o lobo do Homem".
No que ele chama de "Estado de Natureza", os homens são perfeitamente iguais, desejam as mesmas coisas e têm as mesmas necessidades, o mesmo instinto de auto-preservação.
Por isso, o estado natural é conflito..é guerra...
As guerras existem porque as pessoas querem as mesmas coisas...
Como adquirir a paz?
Apenas através de um Contrato, um pacto formal entre pessoas iguais que renunciam suas liberdades em troca de tranquilidade.
Pelo contrato as pessoas desejam o Bem Comum ..isso é feito através do Direito Positivo que se mantém pelo legislativo.
Hobbes pertence ao período filosófico chamado de "Contractualismo", período onde filósofos acreditaram que apenas um Contrato, um acordo coletivo faria o homem evoluir...

- Vc concorda que as pessoas precisem de um pacto universal para que o Estado seja pacífico? Ou...por esse prisma..o mundo precisa de um único pacto?
- As pessoas são iguais na base natural?
- Nossos instintos nos tornam agressivos? É o conforto da tecnologia e da civilização que nos mantém além dos instintos?
- É instintivo que uns tenham mais poder que outros? O mais forte?
- A Constituição seria um exemplo de Pacto?

O homem literalmente se "mata" para ter dinheiro, status, sucesso e poder consumir, mas e a qualidade de vida?

O PROCESSO DE KAFRA





Trecho de "O processo" de Kafra, fala sobre a burocracia e como a vida de todos é limitada por ela:

"Diante da lei está parado um porteiro. Um homem do campo chega até esse porteiro e pede para entrar na lei. Mas o porteiro diz que ele não pode permitir sua entrada naquele momento. O homem reflete e pergunta, em seguida, se ele poderá entrar mais tarde. "Até é possível", diz o porteiro, "mas agora não". Uma vez que a porta para a lei está aberta como sempre, e o porteiro se põe de lado, o homem se acocora a fim de olhar para o interior. Quando o porteiro percebe o que está acontecendo, ri e diz: "Se te atrai tanto, tenta entrar apesar da minha proibição. Mas nota bem: eu sou poderoso. E sou apenas o mais baixo entre os porteiros. A cada nova sala há novos porteiros, um mais poderoso do que o outro. Tão-só a visão do terceiro nem mesmo eu sou capaz de suportar".

O PROCESSO- Analise critica



A obra é uma crítica direta do sistema judiciário, mas ficar somente nesta interpretação limita a toda uma extensão de pontos de vista que pode ser analisado.

Como uma crítica ao sistema judiciário, podemos nos atentar a este aspecto, pois esta é a primeira interpretação que se observa. Na época e no local onde viveu Franz Kafka imperava um Estado autoritário (primeiramente Tchecoslováquia e logo o Império Austro-húngaro) e havia constantes lutas pelo poder e o ambiente da Primeira Guerra Mundial proporcionava ações arbitrárias pelas autoridades. Assim observamos que é compreensível esta obra ser apresentada de tal forma, como uma crítica ao sistema judiciário.

É fácil encontrar nos livros de História e em depoimentos de muitas pessoas a mesma situação vivida por Josef K., basta lembrar de como os direitos individuais são tolhidos em sociedades como de Cuba de Fidel Castro; nas prisões de Abu Ghraib, no Iraque, e de Guantánamo, em Cuba, todas estas comandadas pelo “democrático” Estados Unidos da América; e  as seguidas torturas de chechenos por parte dos russos. São todos exemplos de sistemas judiciários que, como o da história de Josef K., não respeitam as leis e operam acima delas.

Porém este cenário não ocorreu somente em países a milhares de quilômetros de distância do Brasil. Temos histórias de torturas na maioria dos países da América do Sul e, não diferente, no Brasil também. Principalmente na ditadura militar, várias famílias viram homens com “traje negro e justo” retirem seus pais, filhos, maridos e esposas de suas casas, antes mesmo do café, para serem torturados por acusações que nem conheciam. Igualmente a história de Josef K.

Contudo eu interpretei esta obra, não somente como um retrato fiel do sistema judiciário despótico, e como a burocracia e a justiça são falhas. Interpretei também fazendo um paralelo entre a vida de Josef K. e as nossas, seres humanos na prisão que é o mundo, apesar de não parecer. Sofrendo de alienação, e sendo controlados o tempo todo, sem achar respostas e explicações para nada, frente à um sistema doutrinador que estamos inseridos, e que a todo o momento lançam informações que nós temos de engolir sem ao menos revisar e saber o porquê.

Enfim, analiso a obra de Franz Kafka como uma história que está aberta a várias interpretações, sendo que algumas delas de uma complexidade ilimitada.

domingo, 12 de abril de 2015

A RAPOSA E O LEÃO



Convém saber que existem duas maneiras de combater: pelas leis e pela força. A primeira é própria dos homens: a segunda é própria dos animais. Mas como, muitas vezes, aquela não chega, há que recorrer a esta e, por isso, o príncipe precisa saber ser animal e homem. Esta regra foi ensinada aos príncipes, em palavras veladas, pelos antigos autores que escreveram como Aquiles, e vários outros grandes senhores do tempo passado foram confiados ao centauro de Quíron, para os educar sob a sua disciplina. Ter, assim, por preceptor um ser meio animal, meio homem, só significa que um príncipe precisa  saber utilizar uma e outra natureza e que uma sem a outra não é duradoura. Já que um príncipe deve saber utilizar bem a natureza animal, convém que escolha a raposa e o leão: como o leão não sabe se defender das armadilhas e a raposa não sabe se defender dos lobos, é necessário ser raposa para conhecer as armadilhas e leão para meter medo aos lobos. Os que querem fazer apenas de leão não percebem nada do assunto.

Maquiavel em ‘O Príncipe’

domingo, 5 de abril de 2015

METAMORFOSES



Não há coisa alguma que persista em todo o Universo. Tudo flui, e tudo só apresenta uma
imagem passageira. O próprio tempo passa com um movimento contínuo, como um rio... O
que foi antes já não é, o que não tinha sido é, e todo instante é uma coisa nova. Vês a noite,
próxima do fim, caminhar para o dia, e à claridade do dia suceder a escuridão da noite...
Não vês as estações do ano se sucederem, imitando as idades de nossa vida? Com efeito, a
primavera, quando surge, é semelhante à criança nova... A planta nova, pouco vigorosa,
rebenta em brotos e enche de esperança o agricultor. Tudo floresce. O fértil campo
resplandece com o colorido das flores, mas ainda falta vigor às folhas. Entra, então, a quadra mais forte e vigorosa, o verão: é a robusta mocidade, fecunda e ardente.

 Chega, por sua vez, o outono: passou o fervor da mocidade, é a quadra da maturidade, o meio-termo entre o jovem e o velho; as têmporas embranquecem. Vem, depois, o tristonho inverno: é o velho trôpego, cujos cabelos ou caíram como as folhas das árvores, ou, os que restaram,
estão brancos como a neve dos caminhos. Também nossos corpos mudam sempre e sem
descanso... E também a Natureza não descansa e, renovadora, encontra outras formas nas
formas das coisas. Nada morre no vasto mundo, mas tudo assume aspectos novos e
variados... Todos os seres têm sua origem noutros seres. 

Existe uma ave a que os fenícios dão o nome de fênix. Não se alimenta de grãos ou ervas, mas das lágrimas do incenso e do
suco da amônia. Quando completa cinco séculos de vida, constrói um ninho no alto de uma
grande palmeira, feito de folhas de canela, do aromático nardo e da mirra avermelhada. Ali
se acomoda e termina a vida entre perfumes. De suas cinzas, renasce uma pequena fênix,
que viverá outros cinco séculos... Assim também é a Natureza e tudo o que nela existe e
persiste.

Ovídio, Metamorfoses.

EU PREFIRO A MORTE A TER DE RENUNCIAR Á FILOSOFIA



Sabemos que os poderosos têm medo do pensamento, pois o poder é mais forte se ninguém pensar, se todo mundo aceitar as coisas como elas são, ou melhor, como nos dizem e nos fazem acreditar que elas são.


Para os poderosos de Atenas, Sócrates tornara-se um perigo, pois fazia a juventude pensar. Por isso, eles o acusaram de desrespeitar os deuses, corromper os jovens e violar as leis. Levado perante a assembleia, Sócrates não se defendeu e foi condenado a tomar um veneno - a cicuta - e obrigado a suicidar-se.

 Por que Sócrates não se defendeu?

sexta-feira, 3 de abril de 2015

TODA ORDEM HUMANA É APENAS UMA LOUCURA


Nada há que não esteja mergulhado na imediata contradição, nada que não incite o homem a aderir, por vontade própria, a sua própria loucura, comparada com a verdade das essências e de Deus, toda ordem humana é apena uma loucura. 


(História da Loucura)

quinta-feira, 2 de abril de 2015

CADA UM DE NÓS...

Cada um de nós é como um homem que vê as coisas em um sonho e acredita conhecê-las perfeitamente, e então desperta para descobrir que não sabe nada.

(Platão, político)

sábado, 15 de novembro de 2014

CICLOS EM NOSSAS VIDAS...


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. 
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesma que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração...
... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu própria, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...
E lembra-te :
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.
(Fernando Pessoa)

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

MULHER FAZENDO Á HISTÓRIA NO CINEMA NACIONAL



Eliana Caffé - Mulher do Cinema Brasileiro

Uma das maiores revelações do cinema brasileiro contemporâneo, Eliane Caffé é sinônimo de um cinema autoral, que a coloca ao lado dos mais modernos e vigorosos cineastas surgidos nos anos 80, como Tata Amaral e Beto Brant.

Nascida em São Paulo, Eliane Caffé tem formação em psicologia, e, posteriormente, fez curso de cinema em Cuba e na Espanha. A cineasta debutou no cinema em 1987 com o curta-metragem “O Nariz “, uma adaptação de texto de Luiz Fernando Veríssimo.

Na década de 90, Eliane Caffé deu prosseguimento à sua carreira de curta-metragista, dirigindo os premiados “Arabesco”, em 1990, e “Caligrama”, em 1995, trabalhos que arrebataram prêmios,, respectivamente, nos Festivais de Brasília e em Gramado.

Quatro anos depois, Eliane Caffé estréia, finalmente, em filmes de longa-metragem, com o surpreendente “Kenoma”, filme protagonizado por José Dumont e Henrique Diaz. No filme, Dumont é Lineu, um homem obcecado com a construção de um moto-perpétuo.

“Kenoma” revelou o fôlego que a cineasta já demonstrara nos curtas, com uma história bem contada, autoral e com ótima direção de atores. O filme foi premiado em vários festivais: Biarritz, Brasília, Miami. “Kenoma” marcou também a bem-sucedida parceria com o ator José Dumont, com quem Eliane Caffé voltaria a trabalhar no maravilhoso “Narradores de Javé”.

Realizado em 2003, “Narradores de Javé” é, com certeza, um dos melhores filmes dos anos 2000. No filme, José Dumont é Antônio Biá, responsável por registrar, através do depoimento oral, a história do povoado de Javé, ameaçado ao desaparecimento devido à construção de uma usina hidrelétrica.

Eliane Caffé conduz essa divertida história com maestria, valendo-se de todo o talento de José Dumont, em uma de suas melhores atuações no cinema nacional. “Narradores de Javé” conta ainda com as presenças de atores do porte de Nelson Xavier, Rui Resende, Gero Camilo, Matheus Nachtergaele, Nelson Dantas, Maurício Tizumba, Altair Lima, Luci Pereira e moradores da região das filmagens.

“Narradores de Javé” recebeu vários prêmios em festivais no Rio, Recife, Bruxelas e na Suíça.

Abaixo compartilho com vocês o filme narradores de Javé.O filme é engraçado principalmente se considerarmos algumas tiradas dos personagens, PORÉM O ASSUNTO E  CRITICA APRESENTADA É SÉRIA MERECENDO NOSSA REFLEXÃO A RESPEITO DOS ASPECTOS FILOSÓFICOS E PSICOLÓGICOS. Falarei melhor sobre ele em outras postagens



MULHER FAZENDO Á HISTÓRIA NO CINEMA NACIONAL Eliana Caffé - Mulher do Cinema Brasileiro Uma das maiores revelações do cinema brasileiro contemporâneo, Eliane Caffé é sinônimo de um cinema autoral, que a coloca ao lado dos mais modernos e vigorosos cineastas surgidos nos anos 80, como Tata Amaral e Beto Brant. Nascida em São Paulo, Eliane Caffé tem formação em psicologia, e, posteriormente, fez curso de cinema em Cuba e na Espanha. A cineasta debutou no cinema em 1987 com o curta-metragem “O Nariz “, uma adaptação de texto de Luiz Fernando Veríssimo. Na década de 90, Eliane Caffé deu prosseguimento à sua carreira de curta-metragista, dirigindo os premiados “Arabesco”, em 1990, e “Caligrama”, em 1995, trabalhos que arrebataram prêmios,, respectivamente, nos Festivais de Brasília e em Gramado. Quatro anos depois, Eliane Caffé estréia, finalmente, em filmes de longa-metragem, com o surpreendente “Kenoma”, filme protagonizado por José Dumont e Henrique Diaz. No filme, Dumont é Lineu, um homem obcecado com a construção de um moto-perpétuo. “Kenoma” revelou o fôlego que a cineasta já demonstrara nos curtas, com uma história bem contada, autoral e com ótima direção de atores. O filme foi premiado em vários festivais: Biarritz, Brasília, Miami. “Kenoma” marcou também a bem-sucedida parceria com o ator José Dumont, com quem Eliane Caffé voltaria a trabalhar no maravilhoso “Narradores de Javé”. Realizado em 2003, “Narradores de Javé” é, com certeza, um dos melhores filmes dos anos 2000. No filme, José Dumont é Antônio Biá, responsável por registrar, através do depoimento oral, a história do povoado de Javé, ameaçado ao desaparecimento devido à construção de uma usina hidrelétrica. Eliane Caffé conduz essa divertida história com maestria, valendo-se de todo o talento de José Dumont, em uma de suas melhores atuações no cinema nacional. “Narradores de Javé” conta ainda com as presenças de atores do porte de Nelson Xavier, Rui Resende, Gero Camilo, Matheus Nachtergaele, Nelson Dantas, Maurício Tizumba, Altair Lima, Luci Pereira e moradores da região das filmagens. “Narradores de Javé” recebeu vários prêmios em festivais no Rio, Recife, Bruxelas e na Suíça. Abaixo compartilho com vocês o filme narradores de Javé.O filme é engraçado principalmente se considerarmos algumas tiradas dos personagens, PORÉM O ASSUNTO E CRITICA APRESENTADA É SÉRIA MERECENDO NOSSA REFLEXÃO A RESPEITO DOS ASPECTOS FILOSÓFICOS E PSICOLÓGICOS.
Falarei melhor sobre ele em outras postagens

POESIA AMOR FILOSOFIA


Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

(Fernando Pessoa)


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Blaise Pascal (1623 - 1662)



Sentenças:

- É mais fácil suportar a morte sem pensar nela.
- Rir da filosofia é o verdadeiro filosofar.
- É melhor saber um pouco de tudo do que tudo de um pouco.
- Boas palavras escondem um mau caráter.
- A nossa natureza é o movimento; o completo repouso é a morte.
- Nós não buscamos as coisas, mas a busca das coisas.
- Quem se aflige por pouco, se consola com pouco.
- A diversão nos consola das nossas misérias.
- Como não sei de onde venho, não sei para onde vou.
- O silêncio dos espaços infinitos me apavora.
- É incompreensível que Deus exista e também incompreensível que não exista.
- O coração tem razões que a razão desconhece.
- A justiça sem a força é impotente, a força sem justiça é tirania.
- Não é certo que tudo seja incerto.
- Só entendemos as profecias quando elas acontecem.
- O amor não tem idade, está sempre nascendo.
- O homem está disposto a negar o que não entende.
- As ilusões sustentam o homem como as asas sustentam o pássaro.
- O universo é uma esfera cujo centro está em todas as partes e a circunferência em nenhuma.
- Os extremos se tocam.
- Tudo é grande na alma grande.
- Eu só posso aprovar os que procuram gemendo.

A razão não é suficiente a si mesma, ela tem limites, e Pascal reconhece esses limites. Estabelece que a ética, a vida social e a religião é que definem o mundo humano real e esse mundo real em grande parte foge das possibilidades da razão.

Mas mesmo no mundo natural a razão é limitada, pois os segredos da natureza estão encobertos na experiência que constantemente aumenta em quantidade, intensidade e valor. Uma hipótese que busca explicar um acontecimento na natureza pode ser validada, negada ou permanecer duvidosa, e a experiência permanecendo duvidosa demonstra claramente que a razão tem seus limites. A razão também demonstra ser limitada quando busca definir as noções fundamentais de uma área do conhecimento pois ela não consegue definir os princípios últimos da própria razão.

Pascal demonstrou grande preocupação com as questões teológicas de sua época, defendia que as ações humanas não são suficientes para a salvação dos indivíduos, para que as pessoas se salvem é necessária a interferência, o auxílio de Deus, a salvação dessa forma se torna mais difícil e não é o resultado direto das ações humanas. São nas nossas ações que vão aparecer o livre arbítrio e no livre arbítrio aparece a ação de Deus pois foi ele que nos concedeu a liberdade de escolher nossos atos.

É também teológica a preocupação de Pascal quando define que as verdades estabelecidas pelos filósofos e teólogos antigos deve ter o mesmo valor das novas teorias, o que é necessário ser feito é a diferenciação de que em determinadas áreas os pensamentos antigos tem supremacia, mas em outras devemos levar em conta os argumentos contemporâneos. Em teologia o peso dos escritos antigos é definitivo para se descobrir a verdade, e a razão não tem muito a dizer sobre eles, ou seja, os fundamentos da fé estão acima da natureza e da razão. Mas sobre a interpretação e a capacidade de conhecimento das experiências naturais, é a razão que tem a supremacia. É dessa forma que a inteligência e o conhecimento humano tem a capacidade de se ampliar sem interrupções.

O conhecimento científico é independente dos conhecimentos da fé que são imutáveis, a fé nos faz dizer creio, e a ciência, sei. O conhecimento científico para ter credibilidade tem que estar baseado em um método, mas nenhum método é capaz de nos dar uma verdade científica completa.

Pascal acreditava que uma das prioridades do nosso pensamento é pensar a nós próprios e não somente as coisas exteriores a nós. A tarefa principal do homem é conhecer a si mesmo, mas para cumprir esse empreendimento a razão não nos pode ajudar muito, pois ela é fraca, desnecessária e imprecisa e cai constantemente na fantasia, no sentimentalismo e no hábito. Para conhecer-nos o melhor caminho é o do coração.

Nós fazemos parte da natureza e nos localizamos entre dois infinitos dela, o infinitamente pequeno e o infinitamente grande e somos incapazes de entender ambos. Somos ainda impossibilitados de entender o nada de onde viemos e entender o infinito onde estamos imersos. Nós somos alguma coisa, mas não tudo. Nós conhecemos algumas coisas, mas nunca conheceremos tudo, pois os nossos sentidos não percebem as coisas extremas. Nós estamos situados entre o ser e o nada.

Além de limitados somos também impotentes diante das misérias humanas como a morte e a ignorância, para fugir dessas impotências muitos escolhem o não pensar e o não pensar para Pascal é o divertimento. Divertir-se é uma forma de distrair-se com ocupações que nos distanciam das misérias que vivemos. Quando não tivermos nada para fazer sentiremos as nossas misérias, o divertimento é o fazer algo que vai distanciar nossa alma do vazio e do tédio. A diversão é uma fuga de nós mesmos.

Mas mesmo limitados somos os únicos seres pensantes da natureza. Somos também um dos seres mais fracos da natureza, mas somos fracos pensantes e é no pensamento que está nossa dignidade, nossa nobreza e superioridade frente à natureza. Nós somos miseráveis e mortais, mas sabermos que somos miseráveis e mortais e nisso está nossa grandeza.

No estudo da linguagem, Vico acredita que o modo de falar popular testemunha com mais veracidade os costumes de um povo. Os sistemas de comunicação que perduram em uma determinada língua são a expressão mais fiel da vida dessas pessoas, razão pela qual não é possível entender uma sem compreender a outra.

Sigmund Freud e sua sabedoria




Sigismund Schlomo Freud, mais conhecido por Sigmund Freud
(6 de maio de 1856 - 23 de setembro de 1939),
nasceu em Freiberg, na Áustria.
Foi neurologista e fundador da Psicanálise.


1 - Somos feitos de carne mais temos que viver como se fossemos de ferro.

2 - A ciência moderna ainda não produziu um medicamento tranquilizador tão eficaz como o são umas poucas palavras boas.

3- Às vezes um pepino, é somente um pepino.

4- Não existe uma regra de ouro que se aplique a todos: todo homem tem de descobrir por si mesmo de que modo especifico pode ser salvo.

5 - Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos...“sem querer“.

6 - Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda.

7 - Todo prazer é erótico.

8 - Devemos começar a amar a fim de não adoecermos e estamos destinados a cair doentes se, em conseqüência de frustrações, formos incapazes de amar.

9 - Não se cogita a repressão total das tendências

Giambattista Vico (1668 - 1744)

Sentenças: 
- A fantasia é mais forte quanto mais fraco for o raciocínio.
- O governo segue a natureza dos governantes.
- A poesia dá senso ao insensato.
- A ordem das ideias deve seguir a ordem das coisas.
- A fantasia é a memória dilatada.

Vico é um crítico da filosofia de Descartes e se diferencia dos pensadores iluministas por refletir sobre a religião e a política de forma conservadora tendo por base as teorias do passado e utilizando uma linguagem essencialmente teológica.
A história para Vico é um fluxo evolutivo de acontecimentos que nos leva a uma razão esclarecida, mas para ele existem verdades humanas que não podem ser demonstradas através das evidências racionais como as verdades da história, da poesia, da pedagogia da medicina, do direito, da política, da arte e da moral.

O método racional geométrico cartesiano não nos garante a verdade dos nossos conhecimentos sobre as coisas humanas; a razão e a geometria funcionam muito bem com os números e grandezas mas não tem a capacidade de abranger e explicar as outras matérias, especialmente as humanas. O conhecimento e o entendimento sem defeitos é uma característica de Deus, a nós humanos resta um pensar limitado que vamos reunindo conhecendo algumas características dos objetos que percebemos.

Nós e Deus conhecemos as coisas que fazemos, como Deus criou o objeto real ele tem o real conhecimento de tudo, nós conhecemos e criamos objetos ilusórios como a matemática que podemos entender verdadeiramente pois ela é o resultado de uma operação intelectual humana. Para Deus fazer e conhecer são a mesma coisa, para os homens não.

Vico considera que Descartes errou ao acreditar que a matemática, uma criação humana, poderá entender o restante do universo que é uma criação divina. A razão é a consciência do ser, mas não o conhecimento dele. A razão humana não é a causa da existência do homem, não foi a razão que criou o meu corpo, portanto não é ela que vai entendê-lo. A razão também não é a causa da minha mente pois a nossa reflexão é um vestígio, um recurso utilizado pela mente para tentar conhecer, mas não é a totalidade da nossa mente. O pensar nos dá o conhecimento da nossa existência, mas não nos garante o conhecimento total de quem realmente somos.
Giambattista diz que os filósofos e historiadores de sua época estavam fazendo da história uma invenção, uma ilusão criada para exaltar nações ou determinados personagens históricos. A história como exaltação de fatos ou personalidade não representa os princípios fundamentais do homem e da história, que é uma criação do homem. A história tem que ter uma ligação real como o homem, caso contrário ela não se sustenta nem cria tradição.

O homem é o personagem principal da história porque é originalmente um ser sociável e ao se sociabilizar ele cria a história. Além de ser um animal sociável o homem é livre e por isso a história da humanidade é o resultado das escolhas dos homens de cada época. Segundo as palavras de Vico ?Enquanto animal o homem pensa somente em sua sobrevivência, mas quando cria família, tem mulher e filhos, ele busca sobreviver junto com sua cidade?.

Seguindo um pensamento de Platão, Vico divide a história em três períodos: dos deuses, dos heróis e dos homens, no primeiro os homens eram ignorantes, insensatos e prevalecia a animalidade, nessa época os homens pouco ou nada usam a reflexão, estão mais ligados aos sentidos. Na época dos heróis prevalece a fantasia, a imaginação, é um período onde a força é a base da estruturação social. No período dos homens o que se destaca é a razão, nessa época os homens atingem a consciência crítica e a sabedoria.

A história é o resultado também das ações divinas mas não de forma direta, para Vico a providência divina criou ideais a serem alcançados pelos homens. Ideais como justiça, verdade e o bem são objetivos que o homem tenta alcançar e tenta fazer isso de maneira livre.

No estudo da linguagem, Vico acredita que o modo de falar popular testemunha com mais veracidade os costumes de um povo. Os sistemas de comunicação que perduram em uma determinada língua são a expressão mais fiel da vida dessas pessoas, razão pela qual não é possível entender uma sem compreender a outra.
O mundo não pode mais ser visto como um Deus, mas como uma enorme maquina que funciona com rodas, cordas, roldanas, pesos e molas. Essa máquina foi criada por uma inteligência superior e livre de defeito, que é Deus.


Grande polêmica em sua época foi a crítica que fez às religiões dizendo que elas tentam extinguir as paixões. É loucura uma pessoa tentar destruir suas paixões através da fé, tentar acabar com os desejos, com o amor e com os outros sentimentos é deixar de ser humano e se transformar em um monstro. Um ser humano equilibrado moralmente é um ser humano que tem suas paixões em harmonia e não um homem que não tem paixões.

São as grandes paixões que fazem os homens fazerem grandes coisas, grandes paixões produzem grandes homens, paixões modestas produzem homens comuns e um homem sem paixões é um homem medíocre. Reprimir as paixões pode destruir um ser humano com grandes capacidades.

Em suas crítica às religiões diz ainda que o milagre é um absurdo contra a natureza, duvida dos milagres de Cristo e diz que não acredita que um homem possa ressuscitar. Não acredita na sacralidade da Bíblia nem na infalibilidade da igreja, pois quem estabelece a divindade das escrituras é a igreja e a igreja obtêm seus fundamentos nessa mesma escritura. Para Diderot pensar que Deus não existe causa muito menos terror do que pensar que existe um Deus punitivo que quer controlar as paixões humanas.

Em seus escritos sobre estética Diderot apresenta a ideia de que a beleza é uma necessidade natural do ser humano, o belo inicialmente aparece no homem através da simetria e da ordem e a partir delas se desenvolve para outros ramos e outros aspectos.

Essa necessidade de beleza nasce das experiências que os homens têm em sua vida e mesmo que Deus não existisse ela existiria. A beleza é determinada pela relação que temos com os objetos e conforme relacionamos os objetos entre si, é essa relação que vai definir a beleza na música, na literatura, na moral, na natureza e na arte.