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sábado, 1 de novembro de 2014

A Existência precede a essência




Quando pensamos num Deus criador, identificamo-no quase sempre como superior; e qualquer que seja a doutrina que consideremos, admitimos sempre que Deus sabe perfeitamente o que cria.

Assim, o conceito do homem, no espírito de Deus, é assimilável ao conceito de um corta-papel no espírito do industrial; e Deus produz o homem segundo técnicas e uma concepção, exatamente como o artífice fabrica um corta-papel segundo uma definição e uma técnica. Assim, o homem individual realiza um certo conceito que está na inteligência divina.

No século XVIII, para o ateísmo dos filósofos, suprime-se a noção de Deus, mas não a ideia de que a essência precede a existência. O homem possui uma natureza humana; esta natureza, que é o conceito humano, encontra-se em todos os homens, o que significa que cada homem é um exemplo particular de um conceito universal – o homem; para Kant resulta de universalidade que o homem da selva, o homem primitivo, como o burguês, estão adstritos à mesma definição e possuem as mesmas qualidades de base. Assim, pois, ainda aí, a essência do homem precede essa existência histórica que encontramos na natureza. (…)

O existencialismo ateu, que eu represento, é mais coerente. Declara ele que, se Deus não existe, há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito, e que este ser é o homem ou, como diz Heidegger, a realidade humana.

Que significará aqui o dizer-se que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer. Assim, não há natureza humana, visto que não há Deus para concebê-la.

O homem é, não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após este impulso para a existência; o homem não é mais que o que ele faz. Tal é o primeiro princípio do existencialismo. É também a isso que se chama a subjetividade, e o que nos censuram sob este mesmo nome. Mas que queremos dizer nós com isso, senão que o homem tem uma dignidade maior do que uma pedra ou uma mesa? Porque o que nós queremos dizer é que o homem primeiro existe, ou seja, que o homem, antes de mais nada, é o que se lança para um futuro, e o que é consciente de se projetar no futuro. (…)

Mas se verdadeiramente a existência precede a essência, o homem é responsável por aquilo que é. Assim, o primeiro esforço do existencialismo é o de pôr todo homem no domínio do que ele é e de lhe atribuir a total responsabilidade da sua existência. E, quando dizemos que o homem é responsável por si próprio, não queremos dizer que o homem é responsável pela sua restrita individualidade, mas que é responsável por todos os homens.

(JEAN PAUL SARTRE)


domingo, 26 de outubro de 2014

A EXISTÊNCIA PRECEDE A ESSÊNCIA



Quando pensamos num Deus criador, identificamo-no quase sempre como superior; e qualquer que seja a doutrina que consideremos, admitimos sempre que Deus sabe perfeitamente o que cria.

Assim, o conceito do homem, no espírito de Deus, é assimilável ao conceito de um corta-papel no espírito do industrial; e Deus produz o homem segundo técnicas e uma concepção, exatamente como o artífice fabrica um corta-papel segundo uma definição e uma técnica. Assim, o homem individual realiza um certo conceito que está na inteligência divina.

No século XVIII, para o ateísmo dos filósofos, suprime-se a noção de Deus, mas não a ideia de que a essência precede a existência. O homem possui uma natureza humana; esta natureza, que é o conceito humano, encontra-se em todos os homens, o que significa que cada homem é um exemplo particular de um conceito universal – o homem; para Kant resulta de universalidade que o homem da selva, o homem primitivo, como o burguês, estão adstritos à mesma definição e possuem as mesmas qualidades de base. Assim, pois, ainda aí, a essência do homem precede essa existência histórica que encontramos na natureza. (…)

O existencialismo ateu, que eu represento, é mais coerente. Declara ele que, se Deus não existe, há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito, e que este ser é o homem ou, como diz Heidegger, a realidade humana.

Que significará aqui o dizer-se que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer. Assim, não há natureza humana, visto que não há Deus para concebê-la.

O homem é, não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após este impulso para a existência; o homem não é mais que o que ele faz. Tal é o primeiro princípio do existencialismo. É também a isso que se chama a subjetividade, e o que nos censuram sob este mesmo nome. Mas que queremos dizer nós com isso, senão que o homem tem uma dignidade maior do que uma pedra ou uma mesa? Porque o que nós queremos dizer é que o homem primeiro existe, ou seja, que o homem, antes de mais nada, é o que se lança para um futuro, e o que é consciente de se projetar no futuro. (…)

Mas se verdadeiramente a existência precede a essência, o homem é responsável por aquilo que é. Assim, o primeiro esforço do existencialismo é o de pôr todo homem no domínio do que ele é e de lhe atribuir a total responsabilidade da sua existência. E, quando dizemos que o homem é responsável por si próprio, não queremos dizer que o homem é responsável pela sua restrita individualidade, mas que é responsável por todos os homens.

(JEAN PAUL SARTRE)

sábado, 25 de outubro de 2014

Florais restauram a relação entre corpo, alma e mente




Na terapia floral a vontade do paciente de encontrar a cura é fundamental. ...


As flores decoram a natureza e exalam aromas que encantam os animais e os seres humanos. Sua beleza é levada para todos os cantos – na sala, na varanda ou no escritório as pétalas coloridas ou as folhas esverdeadas deixam o ambiente mais alegre. Mais do que encher os olhos, as flores também promovem a saúde. “Por meio de suas características é possível expressar as emoções e iluminar os resíduos energéticos. As essências florais auxiliam a resgatar valores e sentimentos em todos os níveis”, destaca Marcia Quaresma, terapeuta floral e ortomolecular.

O poder das essências florais na saúde é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e também pelo Sistema Único de Saúde (SUS), já que a terapia floral está incluída no rol de tratamentos como uma terapia complementar. “Este reconhecimento é fundamental para fortalecer a atuação dos terapeutas e também para divulgar cada vez mais as terapias naturais e os florais. As essências usadas na terapia floral são a marca energética da força vital da planta”, explica Quaresma, terapeuta membro do Sindicato dos Terapeutas do Rio de Janeiro (Sinter-RJ).



A especialista afirma que as essências florais possuem energias vibratórias de alta frequência, que atuam por ressonância vibratória e catalisam os processos de transformação da consciência, ou seja, despertam e resgatam os potenciais e as qualidades presentes na alma. “Os florais tem a capacidade de estimular transformações duradouras na consciência, pois equilibram e harmonizam os pensamentos e as emoções. O resultado é a restauração da harmonia dos padrões vibratórios. Ao cuidar da mente, consequentemente os florais também cuidam do corpo”, evidencia.

De acordo com o terapeuta holístico e ortomolecular Paulo Edson Reis Jacob Neto, presidente do Sinter-RJ, a terapia floral é indicada principalmente em casos de distúrbios comportamentais, mentais ou emocionais. “O terapeuta conversa com o paciente e avalia o seu estado mental e físico. É feita uma análise mais profunda comparada a uma consulta tradicional, pois o objetivo é eliminar a causa dos problemas e não apenas os sintomas. Cada floral é feito de forma personalizada e sua indicação deve ser feita por um profissional qualificado”, recomenda.

Paulo ressalta que o terapeuta deve dar todos os detalhes do tratamento com os florais e explicar seus mecanismos de atuação, repercussões no organismo e as possíveis consequências. Qualquer tratamento provoca transformações no corpo e com os florais não é diferente. “Em um primeiro momento o paciente pode se queixar de conflitos que surgiram após o uso dos florais, como dores de cabeça e ansiedade. Isto acontece porque as essências fazem com que o indivíduo fique consciente de seus pensamentos e atitudes e há dúvidas sobre o que se quer ver e o que não se quer”, aponta.

Segundo Quaresma, durante a ação dos florais a alma e o ego se enfrentam, pois o primeiro sabe o que deve ser feito e o segundo o que se quer fazer. A missão do terapeuta é promover o equilíbrio do corpo, da mente e da alma com o mínimo de alterações possíveis. “Todo o processo de transformação é acompanhado e se houver a manifestação de novos sintomas o profissional atua de maneira a minimizar estes eventos. É importante também que o paciente queira ficar melhor, pois como diz Edward Bach, criador dos florais, para a cura é preciso existir o desejo do paciente de melhorar”, acrescenta.

Na terapia floral a doença é considerada o resultado entre a alma e a mente e só será combatida a partir de um esforço espiritual e mental. Paulo lembra que por causa deste fato os pacientes não podem se isentar da responsabilidade pela cura. “O terapeuta orienta as pessoas e atua conforme as necessidades e força de vontade de cada um. Para não sobrecarregar o paciente são feitas escolhas hierárquicas – o tratamento atua do maior para o menor problema, resolvendo um de cada vez, o que também evita o excesso de essências em um mesmo composto floral”, finaliza.