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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Favela sendo representada no cinema de 1935


Lançado em 1935,quando atrizes eram mal vistas e mesmo hostilizadas pela sociedade,

Favela dos Meus Amores foi produzido por Carmen Santos e dirigido por Humberto Mouro.
Tendo por conhecimento que mesmo nos dias atuais o mundo das produções cinematográficas é quase exclusivamente masculino o fato de termos uma mulher como produtora torna o filme no minimo curioso. No entanto o que desejo salientar é o pano de fundo onde se desenvolve a trama - FAVELA- denuncia o título.

Enquanto o governo do Brasil representado por Getúlio Vargas esforçava-se por meio da censura para camuflar a massiva presença de negros e a pobreza existente no país, principalmente em respeito a capital tupiniquim. E o mercado brasileiro estava sendo tomado por produções norte americanas que impunham seu modelo de cinema hollywoodiano com mocinhas, bandidos e lugares de estética perfeita, Favela dos Meus Amores usa por cenário o morro. Não como um lugar de triste desordem ou violência, e sim como lugar de suavidade, beleza e musicalidade.

A impressa da época destacou a interpretação de Armando Louzada como "Nhonhô", alusão clara o a sambista carioca Sinhô.As canções apresentadas no filme  fizeram sucesso por longos anos consagrando a dobradinha música e cinema.A ousadia de mostrar nas grandes telas a favela agradou o público e a crítica, mesmo entre as elites, porém infelizmente essa importante  película não existe mais.

Segundo Alex Viany:

"primeiro filme carioca a aproveitar um dos mais trágicos, exuberantes e musicais da vida na capital do brasil. o morro (...) marco importantíssimo não só por construir a coisa mais séria dos primeiros anos do per[iodo sonoro , mas também por seu sentido popular, que apontava um rumo verdadeiro a nossos homens de cinema".

Segundo Jorge Amado:

"Em relação as virtudes de Favela dos Meus Amores. O que Humberto conseguiu tirá da favela(fotografias absolutamente admiráveis) com motivo de emoção humana é simplesmente extraordinário. o grande morro legendário não aparece nesse filme com sua fisionomia deturpada. Muito ao contrário Humberto mouro soube conservar o ar próprio do morro, a sua vida miserável e, no entanto com tanta beleza os pretos e as mulatas do morro que movimentam o filme se revelam além de tudo artistas admiráveis. Estão de uma naturalidade espantosacomo se diante deles não estivesse a câmera.os efeitos da fotografia conseguido com as ruas das favelas estão além de toda e qualquer expectativa. nota-se também, com todos os louvores, a introdução das escolas de Samba, o maxixe dançado no cabaré, e todas as músicas do filme que são muito boas. o som também está bom, perdendo-se um numero relativamente pequeno de palavras."

Obs.: Mesmo com a maioria dos atores sendo brancos ou morenos Favela do Meus Amores acabou sendo censurado por mostrar muitos pobres e conseqüentemente negros.


Canções apresentadas em Favela dos Meus Amores

Título: Ao luar;
Autor da canção: Barroso, Ari;
Intérprete: Santos, Carmen;

Título: Favela dos meus amores;
Autor da canção: Nássara;

Título: Quando um sambista morre;
Autor da canção: Barroso, Ari;

Título: Favela;
Autor da canção: Mesquita, Custódio;

Título: Fado, O;
Autor da canção: Vivas, maestro;
Intérprete: Orfeao Português;

Título: Todinha;
Autor da canção: Mesquita, Custódio;

Título: Ironia torturante;
Autor da canção: Caldas, Silvio;
Intérprete: Caldas, Silvio;

Título: Quase que eu disse
Autor da canção: Caldas, Silvio
Intérprete: Caldas, Silvio  



Fontes:
Cinemateca Brasileira
Viany, Alex. introdução ao cinema brasileiro. rio de janeiro, MEC/INL,1956. p. 107-8.
Gomes, P.E. Salles, e Gonzaga, A. 70 anos..., op. cit., p. 90.
amado, Jorge. Favela dos Meus Amores. Boletim de Ariel, s. d. p. 30.
Filmografia: Censura Federal, Rio de Janeiro, entre 01 e 15.10.1935; renovação de Censura Federal (com metragem de 2.600m), para a Brasil Vita Filmes, entre 16 e 31.08.1946.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

FILME-Machuca


A ditadura militar infelizmente está longe de ser um acontecimento exclusivo do Brasil, a partir da década de 60 o populismo e a ditadura militar passam a ser um fenômeno muito presente em toda América latina.

E é isso que nos mostra o filme MACHUCA, situando-se no momento do golpe militar chileno, sofrido pelo presidente socialista Salvador Allende.

Nesse filme fica muito claro o acirramento das lutas de classes.

De um lado ocorriam passeatas organizadas pela esquerda – com intensa participação de trabalhadores e estudantes. Do outro, passeatas contra o presidente eleito, lideradas pela direita nacionalista e anti-comunista.

O filme tem caráter esquerdista e salienta uma falsa moralidade da classe média, porém não trata apenas de assuntos políticos. MACHUCA também nos delicia com um precoce romance entre seus personagens principais.

A grande magia de MACHUCA está em poder enxergar os acontecimentos políticos a partir da ótica de um menino.


Direção: Andrés Wood

Gênero: Drama

Lançamento: 2004

Duração: 120 min


Sinopse:

Machuca é o sobrenome do menino Pedro (Ariel Mateluna), recém chegado a uma escola elitizada. O problema é que Pedro é pobre e vive numa favela de Santiago do Chile, o que lhe traz inúmeros problemas de relacionamento nessa escola particular. A rejeição e as gozações quanto a ele e seus colegas são freqüentes e isso provoca reações diversas que vão desde a indiferença até a agressão.

Nem tudo é, porém, adverso nesse novo mundo ao qual foi introduzido o garoto pobre das favelas chilenas. A entrada nessa escola faz com que ele conheça Gonzalo Infante (Matias Quer), membro de família abastada (abalada por relacionamentos em decomposição), alienado das questões políticas que fazem seu país ferver, mas fundamentalmente uma boa alma.

O encontro dos dois meninos representa muito mais do que simplesmente uma nova amizade que está se consolidando. Trata-se de um retrato do próprio Chile daquela época, cindido entre socialistas e capitalistas que querem fazer com que a nação se renda a seus ideais nem que seja nos brados emanados pelas turbas que fazem constantes marchas e passeatas pelas principais avenidas da capital do país.

Ao se conhecerem, Pedro e Gonzalo passam a perambular por universos que até aquele momento eram desconhecidos para eles. Machuca é levado a casa de seu novo amigo e percebe a comodidade e os prazeres de uma vida burguesa, apesar das restrições que o regime impõe aos membros da elite chilena. Gonzalo, por sua vez, vai com sua bicicleta aos bairros paupérrimos da periferia de Santiago e descobre a esperança ao lado de casas sem água encanada, eletricidade ou rede de esgotos.

Se não bastasse esse choque de realidades, os dois ainda acabam indo às ruas da capital para ajudar a jovem Silvana (Mariana Martelli), que os leva as passeatas políticas para vender bandeirinhas do país ou das facções ali representadas. Esses momentos de suas histórias de vida são essenciais para que todos esses adolescentes se percebam como membros de uma nação e de seus dilemas e que percebam quais são as possibilidades e alternativas que a sociedade lhes reserva.

Para tornar o filme ainda mais interessante surgem as paixões prematuras e toda a candura dos primeiros beijos. Interessante do princípio ao fim, “MACHUCA” é mais um dos grandes filmes latino-americanos que nos ensina a rever princípios, reavaliar a vida, pensar nas origens e analisar com seriedade a história de nossos povos.

Assistam!

O trailer está em espanhol.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

FILME-Assalto ao Trem Pagador




Uma das principais produções do cinema nacional brasileiro, Assalto ao Trem Pagador é um filme policial baseado em fatos reais. Que por muito tempo ocupou espaço no imaginário da população brasileira.Trata-se de um ousado assalto feito ao trem de pagamentos da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, ocorrido no ano de 1960.  A ousadia dos assaltantes foi tanta, a ponto da polícia responsável pelas investigações, na época, chegar a acreditar que o assalto teria sido arquitetado por estrangeiros.

Para a nossa alegria, O filme Assalto ao Trem Pagador está disponibilizado no Youtube.

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CURIOSIDADES:

Baseado em um assalto real

Baseado em um assalto real ocorrido em 14 de junho de 1960, às oito horas e vinte e cinco minutos da manhã, a quadrilha liderada por Tião Medonho, cinco mascarados armados de metralhadoras e revólveres deram o bote no trem pagador de prefixo SAP-21, tripulado pelo maquinista Venceslau José de Castro e pelo foguista Pedro José da Silva.

"Curva da Morte"
Nesse momento, a composição chegava à chamada “Curva da Morte”, no quilômetro 71 da linha auxiliar da Central do Brasil, próxima à estação Japeri.

O roubo de 27 milhões de cruzeiros
Levava o pagamento de mais de mil ferroviários dessa e outras estações. Não era pouca coisa: 27 milhões de cruzeiros, a moeda brasileira da época. Daria para comprar 108 fuscas, modelo do ano, 0km, ou montar um impensável corcovado de 1.350 toneladas de batata de primeira qualidade. Todo esse dinheiro estava contido numa caixa de madeira, guardada pelo pagador Cícero de Carvalho e dois auxiliares.

Como foi o assalto
Para facilitar o ataque, os assaltantes dinamitaram os trilhos e fizeram descarrilar a locomotiva e o vagão. Entraram no trem disparando. Mataram um funcionário da ferrovia, Francelino Paulino Correa, que estava fora de serviço, viajando de graça, e feriram outros quatro. Pegaram o dinheiro e fugiram numa camioneta Ford de cor creme.

Filme impactante
O filme causou impacto por sua forte dose de realismo. Os tiros foram de verdade.

O mesmo vagão
O vagão usado foi o mesmo do assalto. Estava sendo desmontado na oficina, mas a Central concordou em reconstruí-lo, e na filmagem apareceram até os furos das balas de 1960.

Os atores estavam no dia do crime
Muitos dos atores coadjuvantes foram os próprios funcionários que conduziam o trem no dia do crime. Por exemplo, o maquinista Venceslau José de Castro.

Livre reconstituição
Trata-se de uma reconstituição livre na qual somente o nome do líder da quadrilha foi mantido.

A estreia de Eliezer
O protagonista, Tião Medonho, foi interpretado pelo ator negro Eliézer Gomes, funcionário público, protestante e cantor da Igreja Presbiteriana de Madureira. Até então jamais havia aparecido no cinema, foi escolhido num concurso nacional.

Em números
Rodado em 62 dias, ao custo de 18 milhões de cruzeiros, mais da metade do que fora roubado do trem pagador, havia dois anos.

Os extras do DVD
Nos extras do DVD existem duas versões do filme, a original e a comentada pelo diretor, com legendas em português, inglês e espanhol. O trailer do filme é apresentado por Grande Otelo e mostra, entre outras informações, o concurso que escolheu Eliezer Gomes para o papel de Tião Medonho.

Prêmios

PRÊMIO SACI 
Ganhou
Melhor Ator Coadjuvante - Jorge Dória
Melhor Atriz Coadjuvante - Dirce Migliaccio
Melhor Roteiro - Roberto Farias

PRÊMIO GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO
Ganhou
Melhor Roteiro - Roberto Farias

FESTIVAL DE CURITIBA
Ganhou
Melhor Atriz Coadjuvante - Luíza Maranhão
Melhor Revelação - Eliezer Gomes

TROFÉU CINELÂNDIA 
Ganhou
Melhor Revelação - Eliezer Gomes

FESTIVAL DA BAHIA 
Ganhou
Melhor Filme
Melhor Ator - Eliezer Gomes
Melhor Atriz Coadjuvante - Luíza Maranhão
Melhor Roteiro - Roberto Farias

FESTIVAL DE LISBOA
Ganhou
Prêmio Caravela de Prata

FESTIVAL DE ARTE NEGRA
Ganhou
Prêmio Especial do Júri

FILME-Ed Morte




Se você é uma daquelas pessoas que ainda não assistiu ao filme Ed Morte, prepare-se para boas risadas. O filme é baseado em um personagem do escritor Luis Fernando Veríssimo e satiriza entre outras coisas os programas infantis apresentados por Xuxa e Angélica na época de sua produção(1997).

Umas das curiosidades do filme esta no seu elenco onde encontramos nomes como:
Chico Buarque
Gilberto Gil
Marília Gabriela
Cauby Peixoto...

SINOPSE E DETALHES

Duração: 102 min.
Gênero: Comédia satírica
Classificação: Não informado
Lançamento: 1997
Direção: Alain Fresnot

Em São Paulo, Ed Mort (Paulo Betti) é um detetive de nona categoria, que mora em um cubículo, está sempre sem dinheiro e no café da manhã come pastel e garapa (fiados, obviamente). Um dia Ed é procurado por Dayse (Roseane Lima), uma sensual e misteriosa mulher que quer ajuda para encontrar o marido, o Silva, que é um mestre em disfarces e aparece disfarçado como: Chico Buarque, Marília Gabriela, Cauby Peixoto, Luiza Tomé, Gilberto Gil e José Mojica Marins. Mas é o Silva que encontra Ed para revelar-lhe que descobriu na Delbono, uma indústria de salsichas onde trabalha, um maquiavélico plano. Ed se defronta com Nogueira (Ary Fontoura), o presidente da fábrica, e ainda precisa evitar o delegado Mariano (Otávio Augusto), um corrupto que sempre está perseguindo Ed. Tudo se complica ainda mais quando Ed investiga o sumiço de um garoto e se envolve com Cybele (Cláudia Abreu), a apresentadora de um programa infantil patrocinado pela Delbono, que odeia crianças.

Fonte: Site interfilmes
Site Wikipédia

O áudio e imagem do vídeo abaixo não estão em boa qualidade! De qualquer forma, divirta-se.
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FILME-Entre Lençóis


“Este é um filme sobre a possibilidade de ser inteiro, de se jogar numa relação, descobrir alguém, sem o compromisso de aprofundar nada”, comenta Gianecchni. “Todo mundo deveria ter a chance de viver uma experiência como essa, de se apaixonar intensamente apenas por uma noite”, completa.

Meninas adorei assistir “Entre Lençóis.
Filme de construção simples, em que a maioria das cenas foram filmadas em um quarto de hotel. É instigante e as cenas de nudez ficaram na medida certa.
Vale a pena pegar aquela pipoquinha e de preferência assistir com um bom coberto de orelha!


Sinopse e detalhes

Duração: 1h e 28 min.
gênero: Drama/romance
Classificação:16 anos
Lançamento: 2008
direção:Gustavo Nieto Roa
ORÇAMENTO: R$950 mil
Paula (Paola Oliveira) é uma jovem atraente e Roberto (Reynaldo Gianecchini) é um cara encantador. Os dois se conhecem em uma balada e sem trocar muitas palavras, se beijam freneticamente, transformando aquela que seria mais uma noitada, em algo diferente. O clima entre os dois é intenso, quente e delicioso. E a cada minuto que passam juntos é possível conhecer um pouco mais do que pensam e muitas vezes do que gostariam de esconder… a curiosidade aos poucos dá lugar a um envolvimento profundo mas ao mesmo tempo sem compromisso. Ninguém imaginaria que o melhor lugar para se conhecer alguém fosse numa cama…

Fontes:
site adoro cinema
site portal das notícias





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