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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O BOLO DE ANIVERSÁRIO UMA TRADIÇÃO PAGÃ



O bolo de aniversário tem sua provável origem na  homenagem a deusa grega Ártemis. Ele não era muito parecido com o bolo de hoje, por ser uma simples mistura de massa de pão e mel que era levado ao templo da deusa em Éfeso, antiga colônia grega na atual Turquia tido como uma das 8 maravilhas da antiguidade.

Ártemis usava um arco que além de representar o símbolo da caça também faz referência a uma fase da lua. O bolo redondo era uma forma de representar a lua e as velas a luz dela.A fumaça produzida pelas velas representava os pedidos sendo levados até a deusa e uma forma de agradecer pela sua proteção.

Depois de algum tempo o bolo começou a ser usado na comemoração do aniversário das pessoas, Porém boa parte dos cristãos rejeitavam a comemoração de aniversários por ser um costume pagão e só depois de um bom tempo aderiram ao costume e o natal ajudou nisso.

Dizem que a tradição surgiu na Alemanha medieval, onde se costumava preparar uma massa de pão doce no formato do menino Jesus no Natal. Depois essa guloseima seria adaptada para a comemoração do aniversário. Nesse dia a criança era acordada  para assoprar as velas do seu bolo, 1 para cada ano, representando a luz da vida.

Segundo o historiador Pedro Paulo Funari, da Universidade Estadual de Campinas, embora não saibam exatamente quando a tradição de comemorá o aniversário surgiu no Ocidente, os historiadores sabem que a festa já era conhecida na Antiguidade. “Os romanos não apenas comemoravam o dia do nascimento como tinham um nome para a festa: dies sollemnis natalis”,


Por: Jaqueline Ramiro
Fonte: Brasil História



segunda-feira, 20 de outubro de 2014

MARCAS


















Vô João em meio a sua sabedoria de gente do interior sempre dizia que se via um bom trabalhador pelas canelas finas. Muitas vezes o vi medindo a canela com as próprias mãos e ao final sempre dizia:
 - tá vendo sou um bom trabalhador! 
E houve vezes que inflado de orgulho usava uma tia como exemplo: 
- essa puxou ao pai veja as canelinhas finas. 

Minha tia não gostava muito da comparação. Como mulher gostaria de ser reconhecida por ter pernas grossas e bem torneadas e não canelas finas.  

Sempre me perguntei de onde ele tinha tirado aquela ideia. Faria parte de algum tipo de folclore da região que ele nasceu? Era um costume passado de pai para filho entre o povo da roça...


Pois bem, em meio aos meus estudos sobre o processo da escravidão no Brasil pude constatar que a região de Pernambuco (terra de meu avô), teve uma das maiores concentrações de escravos do país e que um dos critérios usados pelos Senhores (donos das fazendas) para a aquisição de bons escravos "bons trabalhadores" era o fato de terem canelas finas.


Meu querido avô, homem livre do século XXI ainda carregava o estigmas do tempo onde o negro era cativo. Pode parecer bobagem, mas pensem quantas heranças como essa podemos está guardando inconscientemente até o dia de hoje?


(Saudades eternas do Vô João)