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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Orgulho do seu trabalho




Quando Abraham Lincoln foi eleito presidente dos Estados Unidos , houve um forte constrangimento das classes dominantes . Afinal, ele era filho de sapateiro e iria dirigir pessoas de famílias tradicionais.

No dia da posse, no congresso, o senador que abriu os trabalhos disse: ”Antes de o senhor começar, eu gostaria de lembrá-lo que é filho de um sapateiro”. Uma onda de risos sacudiu o plenário. No fundo todos queriam humilhá-lo, já que havia sido impossível derrotá-lo nas urnas. Mas não era fácil derrotar um homem como Lincoln. Sem se perturbar, ele respondeu:

“Obrigada por lembrar-me de meu pai neste momento. Eu procurarei ser um presidente tão bom como o sapateiro que ele foi. Eu me lembro de que meu pai sempre fez os sapatos de sua família; se os seus sapatos apresentarem algum problema , você pode trazê-los e eu os consertarei . Desde cedo aprendi a concertar sapatos e agora que meu pai está morto posso cuidar dos seus. Aliais, se algum de vocês tiver um sapato feito pelo meu pai que esteja precisando de conserto pode trazê- lo que eu cuidarei dele. Mas de uma coisa estejam certos : eu não sou tão bom quanto ele”, e seus olhos se encheram de lágrimas ao lembrar-se do pai.

Seja sempre você, aprenda com os outros tudo o que poder, porém nunca abandone a sua essência.

Padre Ântonio Vieira


Dedicado não apenas a analise de assuntos eclesiásticos, mas também a questões como o amor, a morte e a justiça, padre Antonio Vieira.

“Não só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsa, ou que espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa;Os ladrões que mais própria e dignamente merecem esse titulo, são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos.”

(Trecho do “sermão do bom ladrão”)


“Os Senhores poucos, e os escravos muitos; os Senhores rompendo galas, os escravos despidos e nus; os Senhores banqueteando; os escravos perecendo a fome; os senhores nadando em ouro e prata, e os escravos carregados de ferros; os senhores tratando-os como brutos, os escravos adorando-os e temendo-os como deuses; os Senhores em pé apontando para o açoute, como estátuas da soberba e da tirania os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão,

e espetáculos da estrema miséria.”

(Trecho do “sermão vigésimo sétimo do rosário”)



“Tudo cura o tempo,tudo faz esquecer,

Tudo gasta, tudo digere, tudo acaba.

Atreve-se o tempo as colunas de Mármore, quanto mais a corações de cera? São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco que terem durado muito. (...) Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino;

Porque não há amor robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo.”

(Trecho do “sermão do mandato”)

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

CONGELAMENTO




O medo tirou-me o equilíbrio não pude concentrar-me em nada mais, pois o pensamento estava tomado.
Como pode um corredor comprido e serpentinoso torna-se tão curto a ponto de unir prédios e trazer você para diante a mim?
Estou surpresa!
Entre tantos lugares, corredores e andares sem qualquer aviso, logo ali.
Quase perdi a fala e usei o ato de beber água que deveria ser um ato simples, mas naquele momento...
subterfúgio para poder olhar em teus olhos e esconder o meu constrangimento.
Penso que não percebeste nada apesar do meu afobamento.
Natural: seus pensamentos estavam nas provas e os meus a sombrear o seu corpo.