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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

VULCÃO



Eu sou um vulcão ardendo em chamas, mas sou de natureza fria.
Ainda não raspei e nem lixei toda a tinta que me pintaram. Consegui sim, me arrancar da parede e desfazer a moldura, mas ainda tenho muitas tintas.

Durante a luz sou uma pomba branca trazendo a paz, mas não se esqueça que pombos também trazem doenças, posso me transformar rapidamente em ave de rapina e trazer a sombra de uma noite escura.

Não sou anjo e nem demônio, sou tinta rachada de pinturas mal feita. Entro em erupção com facilidade e consigo me acalmar em plena tempestade. Crio raízes, mas não posso ficar no quintal de sua casa, posso destruir o alicerce dela.
Tudo isso sou eu se você for tudo isso comigo! Caso contraio, sou só uma predadora nata.

domingo, 19 de outubro de 2014

NOVAMENTE É ASSIM




Anjos vivem a atormentar-me
com suas presenças luminosas, 
seus perfumes...
Resisto, fujo, mas esse insistem em tocar-me.

Ahaa! Quando sinto suas asas
o tempo para e não sei por quanto tempo.
O corpo arrepia, vem um calor ao peito. 

Os olhos denunciam a agonia da alma.
Que se debate, se fere, 
aprisionada a regras invisíveis, 
mais sólidas do que o corpo
ou qualquer cela.

Há um prazer sexual,
um toque de magia.
Que transforma em prazer a agonia.

Uma febre constante.
Se vê mas não se tem.
Anjos são seres puros e desconhecem a luxuria
e o meu bem querer é farto de porém!